Uma mistura explosiva de bebidas alcoólicas e drogas pode ter sido a causa da morte do universitário Gerson Tadeu Silva Carvalho Junior, 18 anos. Ele era estudante de Direito em uma faculdade particular de Lorena.
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Junior foi encontrado morto dentro de um apartamento em Guaratinguetá, na tarde do último domingo (23). Não havia sinas de violência no corpo do estudante. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Exames no IML (Instituto Médico Legal) de Guaratinguetá são fundamentais para determinar a causa da morte, que aparentemente pode ter sido motivada pelo consumo exagerado de álcool e drogas, segundo o relato de testemunhas.
A saga de Junior começou na noite de sábado, quando ele foi com um amigo para uma balada em São José dos Campos. Eles chegaram ao local por volta de 1h30 de domingo e lá consumiram “muita bebida alcoólica e cocaína”, segundo o relato do amigo que acompanhou o estudante. Por volta de 3h30, esse rapaz resolveu ir embora da festa, porém Junior teria se recusado e ficou no local.
Uma mulher que se identificou como locatária do apartamento em que Junior morreu disse que encontrou o estudante na balada. Ela e dois rapazes conversaram com os policiais militares que estiveram no imóvel.
A mulher e um dos rapazes disseram que estavam na balada em São José, na madrugada de domingo, quando encontraram Junior no local. Ele estava sozinho e passando mal, provavelmente pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A dupla resolveu dar carona para Junior até Guará. Chegando ao apartamento, o grupo continuou a consumir bebidas e por lá todos dormiram. Por volta de 16h30, um dos rapazes acordou e chamou pelo estudante, que não respondeu.
Segundo o relato desse rapaz, o corpo do universitário estava “gelado” e aparentemente “sem sinais de vida”. Foi quando os ocupantes do imóvel ligaram para a Polícia Militar.
Um deles também disse que virou o corpo de Junior na intenção “desesperada” de acordá-lo, após ele ter encontrado o corpo em posição de decúbito ventral (barriga para baixo). A Polícia Científica encontrou Junior de "barriga para cima".
Segundo o perito da Polícia Científica, não foram constatados indícios de morte violenta na vítima. Então, o corpo foi liberado para remoção por parte da equipe da funerária, para exame necroscópico e toxicológico, que serão fundamentais para a elucidação do caso.
Segundo a polícia, a mãe e outros familiares de Junior compareceram ao local, mas não puderam prestar depoimento em razão da “forte emoção”. Eles serão ouvidos pelos investigadores em outra oportunidade.