08 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Noite que terminou com morte no Vale teve balada, álcool e drogas

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Gerson Junior morreu aos 18 anos depois de uma noite de balada

A trágica morte do universitário de 18 anos em Guaratinguetá foi precedida de momentos dramáticos, vividos em uma balada de São José dos Campos e possivelmente acompanhados do uso exagerado de álcool e drogas, segundo depoimentos prestados por testemunhas à Polícia Civil, que investiga o caso.

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O boletim de ocorrência narra que o jovem foi encontrado morto dentro de um apartamento em Guaratinguetá, na tarde de domingo (23). Ele foi identificado como Gerson Tadeu Silva Carvalho Junior, de 18 anos, cuja profissão era vendedor. Segundo uma colega, ele era estudante de Direito em uma faculdade particular de Lorena. Também seria morador de Guará.

A morte foi constatada pela equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), acionada às 17h15 para um apartamento térreo na Avenida Rui Barbosa, no bairro de Santa Rita. O local também foi periciado.

O corpo de Junior não apresentava sinais de violência e foi levado para o IML (Instituto Médico Legal), para exames que apontem o motivo da morte. Ainda segundo o registro da Polícia Civil, o corpo do estudante estava na sala do apartamento em posição de decúbito dorsal (deitado sobre as costas).

BALADA EM SÃO JOSÉ.

Uma mulher que se identificou como locatária do imóvel e dois rapazes conversaram com policiais militares que estiveram no apartamento.

A mulher e um dos rapazes disseram que estavam em uma balada em São José dos Campos, na madrugada de domingo, quando encontraram Junior no local. Ele estava sozinho e passando mal, provavelmente pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

A dupla resolveu dar carona para Junior até Guará. Chegando ao apartamento, o grupo continuou a consumir bebidas e por lá todos dormiram. Por volta de 16h30, um dos rapazes acordou e chamou pelo estudante, que não respondeu. O corpo dele também estava “gelado” e aparentemente "sem sinais de vida", segundo relatou o rapaz aos policiais. Foi quando os ocupantes do imóvel ligaram para a Polícia Militar.

Um deles disse que virou o corpo de Junior na intenção “desesperada” de acordá-lo, após ele ter encontrado o corpo em posição de decúbito ventral (barriga para baixo).

Outro rapaz se apresentou à polícia e disse que foi com Junior à balada de São José dos Campos. Eles chegaram ao local por volta de 1h30 e lá consumiram “muita bebida alcoólica e cocaína”.

Por volta de 3h30, esse rapaz resolveu ir embora da festa, porém Junior teria se recusado e resolveu ficar no local. O depoente disse que foi até o apartamento após receber a notícia da morte do amigo.

O perito da Polícia Científica informou que não foram constatados indícios de morte violenta na vítima. Então, o corpo foi liberado para remoção por parte da equipe da funerária, para exame necroscópico e toxicológico. Os laudos são fundamentais para elucidar a morte de Junior.

Segundo a polícia, a mãe e outros familiares de Junior compareceram ao local, mas não puderam prestar depoimento em razão da “forte emoção”. Eles serão ouvidos em outra oportunidade.