Eliane Lopes de Amorim, envolvida no sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca, foi presa no Vale do Paraíba na última sexta-feira (21), em uma operação da Polícia Civil que desarticulou um "quarte-general" montado para a aplicação de golpes. No total, 12 pessoas foram presas em um condomínio de luxo em Igaratá.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Ex-craque do Corinthians, Marcelinho foi sequestrado em 2023, ao lado de uma amiga, e ficou 36 horas em poder dos sequestradores. Eliane estava com prisão domiciliar desde janeiro e voltou a ser presa, agora no Vale do Paraíba.
Elai integrava uma quadrilha da capital montada para praticar golpes. Uma das vítimas do grupo, uma juíza, perdeu quase R$ 50 mil.
A Polícia Civil desmantelou uma central de golpes na última sexta-feira. A operação resultou na prisão em flagrante de 12 suspeitos, com idades entre 22 e 30 anos. Eles utilizavam tecnologia de comunicação via satélite para se passarem por funcionários de bancos e enganar as vítimas.
As investigações começaram após denúncias de movimentações suspeitas no imóvel, observadas por vários dias. Testemunhas relataram que os moradores do local frequentemente chegavam e saíam carregando notebooks, fones de ouvido e outros dispositivos eletrônicos.
Equipes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) descobriram que a residência funcionava como uma central de golpes. No momento da abordagem policial, seis suspeitos foram detidos no local, enquanto os outros tentaram fugir pelos fundos, mas se ferirem ao escalar o muro e foram pegos. Os feridos receberam atendimento médico antes de serem encaminhados à delegacia.
Dentro da casa, a polícia encontrou 12 notebooks, 18 celulares, cinco fones de ouvido e três veículos. Nos computadores, os investigadores descobriram uma planilha contendo nomes das vítimas, com algumas marcadas em vermelho e apenas um nome em verde.
Um dos agentes fez contato com a vítima cujo nome estava destacado em verde, uma juíza de 76 anos do estado do Rio de Janeiro, que informou que os golpistas haviam roubado quase R$ 50 mil de sua conta bancária. Um dos suspeitos se passou por gerente do banco da vítima e obteve os dados necessários para realizar a transação fraudulenta.
Além da lista de vítimas, os investigadores encontraram roteiros de orientação para os executores operacionais, detalhando como convencer as vítimas a caírem no golpe. Esses documentos revelaram a sofisticação e a organização da quadrilha, que usava táticas elaboradas para enganar pessoas idosas e vulneráveis.
Os 12 suspeitos – seis homens e seis mulheres – foram levados à 5ª Delegacia Patrimônio, no Deic, onde foram autuados por furto, associação criminosa, desobediência e apreensão de objetos. As autoridades destacaram a importância da denúncia anônima e da colaboração da comunidade para o sucesso da operação.