09 de julho de 2026
MATADOR DE MARIELLE

Ronnie Lessa é transferido para penitenciária de Tremembé

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Lessa é transferido para Tremembé

O ex-policial militar Ronnie Lessa foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima em Tremembé, nesta quinta-feira (20). Ele está preso desde março de 2019 por participar da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Lessa estava na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele veio para o Vale do Paraíba após pedido da defesa, em acordo de delação. A ordem para transferência foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ex-policial vai cumprir a pena na Penitenciária Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra, a P1 de Tremembé, que atualmente está superlotada – 2.164 presos para uma capacidade de 1.491.

O detento chegou à unidade às 13h46 desta quinta, segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) de São Paulo.

Ele deixou Campo Grande em voo fretado da FAB (Força Aérea Brasileira), às 10h47, horário de Brasília. O avião pousou no Aeroporto de São José dos Campos, às 12h50. De lá, o ex-policial foi levado até o presídio em um carro da SAP, com escolta da Polícia Federal.

No presídio, Lessa será monitorado em áudio e vídeo. Moraes determinou que a SAP mantenha o monitoramento de conversas do ex-policial com familiares e advogados na penitenciária de Tremembé, além de monitoramento no parlatório e nas áreas comuns da cadeia.

A vinda dele para o Vale recebeu manifestações contrárias da SAP e do sindicato dos policiais penais. Na avaliação da entidade, ele representa um risco para a segurança.

Marcello Streifinger, secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, manifestou-se no processo e apontou que o presídio de Tremembé "Não comporta Ronnie Lessa”.

O sindicato dos policiais penais afirmou ser impossível monitorar as conversas de Lessa na penitenciária de segurança máxima de Tremembé. A entidade também argumentou que a vinda de Lessa aumentaria o risco para a penitenciária e o próprio detento.