Uma foto e um sonho revelado. Uma única foto de uma lembrança que o tempo não apagou.
O sonho de voltar a ver o pai e abraçá-lo de novo após 34 anos. Esse é o norte da bússola do coração dos três filhos de Alberto Martins, um comerciário que morava em Taubaté e desapareceu há 34 anos, depois de sair para assistir a uma partida da Copa do Mundo de 1990. O sonho de encontrá-lo é compartilhado hoje com os netos e bisnetos, que não conhecem o avô/bisavô.
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Onde estará Alberto? Está vivo? Estas são algumas das dúvidas que martelam o peito da família Martins. E onde estão as respostas? Nascido há 72 anos, em 27 de novembro de 1952, Alberto vivia no Jardim das Nações, em Taubaté, e trabalhava em uma oficina mecânica na Independência. No dia em que desapareceu, 16 de junho, ele disse que iria ver o jogo Brasil e Costa Rica, após o trabalho.
"Era época da Copa e ele disse que depois do trabalho ia assistir o jogo e vou embora para casa, mas ele nunca mais voltou", contou Gláucia Martins, uma das filhas de Alberto.
Ele desapareceu em um momento especial, alguns dias depois do nascimento da neta. "Ele me levou para o hospital, me internou, eu tinha 14 para 15 anos, tive a minha filha e ele me visitou, quando tive alta, uns dois dias depois, e ele falou para todo mundo que tinha nascido a neta dele, feliz. Aí quando a minha filha estava com cinco dias, ele saiu para trabalhar, e sumiu", completou a filha.
"Eu sinto que ele está vivo, meus tios paternos vivem muitos anos, tem um com mais de 90 anos, está bem", afirmou Gláucia.
A família suspeita que Alberto possa estar vivo e morando perto da antiga família, em São José dos Campos, ou em São Paulo. "Queremos saber se ele está vivo ou morto", afirmou Joyce Martins, 28 anos, neta de Alberto e uma das responsáveis pelas buscas. "Ouvi relatos de que ele teria outra família em José dos Campos. E que tem outros filhos também, que tem filhos gêmeos e que um dos gêmeos se chama Amaral, mas não se sabe se é verídico".
Gláucia se lembra que o pai tinha problema com o álcool e, segundo a família, quem sofria muito com isso era a esposa. No entanto, após mais de 30 anos, os filhos, netos e bisnetos querem ter a chance de reencontrar Alberto,
"Pessoal falava que tinha visto ele na Rodoviária Velha, que estava em São José dos Campos, e o tempo foi passando. Quatro anos atrás a gente perdeu minha mãe e a gente foi levando a vida. Uns dois ou três meses atrás eu comecei a fuçar, fuçar, fuçar, e ir atrás, com a ajuda da minha sobrinha. Eu queria que meus filhos conhecessem ele. Estamos empenhados, queremos descobrir o que aconteceu, se ele é falecido ou está vivo, queremos achar", disse a filha.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Alberto pode entrar em contato com a neta Joyce, no telefone (12) 99123-4354, ou com a filha Gláucia, no número (12) 99115-4712.