11 de julho de 2026
FEMINICÍDIO

Homem que matou e enterrou namorada de 16 anos no Vale vira réu

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rafaela Ramos e o acusado de tê-la matado

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu um homem de 25 anos acusado de matar a namorada de 16 anos e enterrar o corpo dela em um terreno, em Caraguatatuba. O crime ocorreu na madruga de 13 de maio e a decisão judicial é da última segunda-feira (3).

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.

Adilson da Silva de Siqueira Júnior é acusado de feminicídio com qualificadoras -- uso de asfixia e recurso que dificultou defesa da vítima --, além de ocultação de cadáver, subtração de incapaz e tráfico de drogas. Ele confessou ter matado e enterrado a adolescente Rafaela Ramos da Silva por ciúmes.

Preso pelo crime, Adilson cumpria pena de prisão em regime aberto na época da morte de Rafaela. Ele havia sido condenado a sete anos de prisão por roubo e estava egresso do sistema prisional desde 24 de fevereiro de 2022.

DORMIU COM O CORPO

Segundo a denúncia do promotor Renato Queiroz de Lima, Adilson fugiu com a adolescente e passou a morar com ela, mesmo sem o consentimento dos pais da jovem.

Em maio deste ano, os dois discutiram por ciúmes e o homem estrangulou a vítima, asfixiando-a em seguida com um travesseiro. O acusado dormiu ao lado do cadáver e, no dia seguinte, ocultou-o em um buraco.

Alguns dias depois, ele foi detido com dois tijolos de maconha num ponto de venda de drogas situado no bairro do Pegoreli, em Caraguatatuba. Na ocasião, ele acabou confessando o feminicídio.

“Alega que cometeu o crime na madrugada de domingo para segunda, dormiu com Rafaela no quarto e, amanhecendo, abriu a cova e a enterrou envolta ao lençol”, diz trecho do boletim de ocorrência.

Ao pedir a prisão preventiva de Adilson, o delegado de Caraguatatuba disse que ele apresenta “extrema vilania e ousadia, e crença na impunidade”.