10 de julho de 2026
MONITORAMENTO

Inpe e China farão satélite para prever eventos extremos

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Satélite do Programa Cbers em teste no Inpe

Em evento na China, o diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Clezio De Nardin, anunciou parceria com o país asiático para desenvolver  um satélite meteorológico capaz de prever eventos climáticos extremos. O equipamento deve entrar em órbita em 2030.

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O acordo deve ser assinado nesta quinta-feira (6) na China, em reunião da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação), que foi criada em 2004, no primeiro governo Lula, para estreitar a relação entre os dois países.

Além de Nardin, uma comissão brasileira está na China para encontros bilaterais. O grupo é liderado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que abriu na quarta-feira (5), em Pequim, o Seminário Empresarial Brasil-China: os próximos 50 anos.

“Vamos anunciar aqui o primeiro satélite geoestacionário meteorológico do Brasil. É um grande avanço tecnológico. É para isso que o fundo de inovação de ciências e tecnologias se propõe. Para propor o avanço nacional do Brasil, nas áreas de ciência e tecnologia e trazendo benefício para nossa indústria e nosso país”, afirmou Nardin, por meio de vídeo.

O novo equipamento será capaz de monitorar eventos extremos, como o que causou enchentes no Rio Grande do Sul e provocaram mais de 170 mortos.

“[O equipamento trará] maior proteção para questões associadas à mudança do clima, principalmente por ser um satélite meteorológico, por buscarmos uma carga de rápida scan [scanner], que monitora todos eventos extremos que estão entrando no nosso país, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul, causado por essa frente fria”, disse o diretor do Inpe.

O novo satélite faz parte da parceria do Inpe com a China por meio do Programa Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, em português). Ele vai ser construído em São José dos Campos e deve ser lançado em 2030.

No ano passado, os governos de Brasil e China anunciaram parceria para a produção do Cbers-6, que vai custar mais de US$ 100 milhões e tem previsão de entrar em órbita em 2028.

A parceria entre os dois países tem quase 35 anos. Já foram produzidos e enviados ao espaço seis satélites.