11 de julho de 2026
CASO CRISTIANO

Após morte, motorista de Volvo não ofereceu ajuda à família

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Divulgação
Cristiano com os filhos

Quarenta e cinco dias depois da morte do motociclista Cristiano Teixeira, 39 anos, o caso ainda segue sem esclarecimentos da Polícia Civil. De acordo com informações de bastidores, a investigação segue a cargo do 7º Distrito Policial de São José dos Campos.

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Cristiano foi morto na madrugada do sábado, 27 de abril, quando seguia para casa pela Rodovia dos Tamoios. Antes do acesso para o bairro São Judas, ele foi colhido pelo empresário Kelvin Ribeiro, 31 anos, que dirigia um veículo de luxo, um Volvo XC60. Com o impacto violento, Cristiano foi jogado ao chão e morreu no local. O motorista seguiu com a moto ‘pregada’ na frente do carro. Kelvin parou depois de dois quilômetros, já dentro do São Judas. Ele desceu do carro, efetuou um disparo de arma de fogo e fugiu. O rapaz se apresentou na sede do 7º DP somente na segunda-feira (29), dois dias após o acidente. Sem flagrante, ele foi liberado.

Segundo familiares, Kelvin nunca ofereceu ajudar e apoio aos filhos de Cristiano. O rapaz cuidava sozinho do casal de filhos desde a perda da esposa, que lutou por três anos contra o câncer e morreu há um ano e meio. “Nunca nos procurou”, disse a irmã de Cristiano, Mariana. Sem o pai e sem a mãe, os filhos moram agora com uma avó e precisam de todos os cuidados de crianças como eles.

Em seu único posicionamento, Kelvin deu sua versão sobre o fato, em nota divulgada pela sua defesa. “Enquanto trafegava pela Rodovia dos Tamoios, em direção a sua residência, o motorista percebeu a aproximação de duas motocicletas, tendo uma delas sinalizado em direção ao seu veículo e outra ingressado na contramão em direção ao seu carro para iniciar a abordagem criminosa. Naquele momento, temendo por sua vida, acelerou o veículo com o objetivo de se evadir do local, vindo a colidir, por fatalidade, com a motocicleta dirigida pelo sr. Cristiano Teixeira Oliveira”, disse.

O acidente foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

A defesa de Kelvin Ribeiro foi procurada para comentar a decisão de não oferecer ajuda aos familiares de Cristiano, mas não respondeu a mensagem.