"Até agora não recebemos nenhuma informação sobre o paradeiro dele! Peço a todos orações para que ele seja encontrado".
O apelo de Bete Alves, a mãe de Antonio José de Lima Júnior, 43 anos, é de cortar o coração. O motorista de aplicativo, de Taubaté, está desaparecido desde outubro de 2023. Sete meses depois, não há nenhuma informação sobre o paradeiro de Júnior, que saiu de casa para trabalhar, na manhã de 26 de outubro do ano passado, e não foi mais visto. A mãe mantém-se em oração.
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O drama da família teve início em 26 de outubro de 2023, quando ele saiu de casa e foi trabalhar como motorista de aplicativo, não sendo mais visto. Mais tarde, os celulares de Júnior foram localizados, assim como o carro, que foi deixado abandonado próximo a um matagal.
A Polícia Civil investiga a hipótese do motorista ter sido morto por uma facção criminosa, tendo o corpo ocultado. O caso está sendo apurado pelo setor de homicídios da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, que na última semana cumpriu dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça.
De acordo com a polícia, o sumiço do motorista está registrado como desaparecimento, "sendo que as investigações indicam que, em verdade, trata-se de um suposto homicídio com ocultação de cadáver". "A vítima, que realizava trabalho de motorista de aplicativo, supostamente teria sido morta por integrantes de facção criminosa, face à desavença na coleta de valores referentes à mercância das drogas em pontos diversos de tráfico", diz a polícia.
Ao longo da investigação, foram identificadas dois suspeitos de envolvimento no desaparecimento do motorista, sendo solicitada à Justiça a concessão dos mandados de busca e prisão de ambos, além de autorização para a varredura em outros endereços em Taubaté, atrás de pistas.
Durante o cumprimento dos mandados, na última semana, um dos procurados foi capturado. Ele havia instalado um sistema de câmeras de monitoramento em seu imóvel e, ao ver a chegada da polícia, tentou se desfazer de "grande quantidade de substância de cor branca", jogando-a no box do banheiro e na pia da cozinha. O suspeito foi preso quando tentava se livrar do material.
No imóvel, a polícia encontrou uma pistola 9mm, que estava encaixada em um buraco no colchão, onde o suspeito dormia. Ao lado das armas, estavam carregadores e cápsulas deflagradas. A arma está registrada em nome da esposa dele, que é CAC e apresentou o documento da pistola. Na residência foram achados pedaços de maconha, além de embalagem usada para embalar droga, balança de precisão e aparelhos celulares.
Foi constatado que o segundo suspeito, que também teve a prisão decretada pela Justiça, já havia sido capturado recentemente em Caraguatatuba. De acordo com a polícia, as pistas colhidas no cumprimento dos mandados vão ser analisadas, para esclarecer o desaparecimento do motorista de aplicativo.