09 de julho de 2026
ABUSO CONTRA FIÉIS

Pastor praticava abuso sexual em troca de 'quebrar maldição'

Por Da redação | Distrito Federal
| Tempo de leitura: 2 min
PCDF/Divulgação
De acordo com a apuração policial conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), o pastor agia sempre sob a ameaça de morte de algum parente próximo

Na manhã desta quarta-feira (22), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um pastor evangélico de uma igreja em Samambaia Norte, acusado de violação sexual mediante fraude e extorsão. O líder religioso, de 41 anos, utilizava sua posição de influência para realizar “revelações” espirituais e prometia a “quebra de maldições” em troca de abusos sexuais. Uma pastora, de 58 anos, também é suspeita de ser cúmplice nos atos criminosos.

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Conhecido na igreja pelo “dom da revelação”, o pastor abordava fiéis alegando ter visões perturbadoras. Em um caso específico, ele afirmou a um fiel que sua esposa estava prestes a morrer. Para evitar a tragédia, o pastor sugeriu a realização de sete “unções” nas partes íntimas da mulher. Assustado, o fiel cedeu às exigências e permitiu que sua esposa mantivesse relações com o religioso.

As investigações, conduzidas pela 26ª Delegacia de Polícia de Samambaia Norte, revelaram que o pastor usava a ameaça de morte de parentes próximos para coagir os fiéis a manterem relações sexuais com ele e com outros membros da igreja. A segunda pastora, vinculada a uma igreja em Sobradinho, é suspeita de reforçar as ameaças, mencionando castigos celestiais, e chegou a participar dos abusos junto com o pastor.

Além dos abusos sexuais, o pastor também extorquia financeiramente os membros da igreja, ameaçando-os com supostas desgraças familiares. Uma das vítimas, uma mulher que já contribuía financeiramente com a igreja, foi coagida a pagar viagens para o Rio de Janeiro e a ceder uma chácara, onde o pastor realizava orgias com outros fiéis.

As buscas foram realizadas nas cidades de Vicente Pires, Samambaia e Sobradinho. Os acusados responderão por violação sexual mediante fraude e extorsão, crimes que podem resultar em penas de até 17 anos de prisão.

A PCDF continua investigando o caso, buscando mais testemunhas e vítimas que possam ter sido prejudicadas pelo esquema do pastor e sua cúmplice.