09 de julho de 2026
INTOLERÂNCIA

Padre gaúcho é acusado de intolerância religiosa em missa no MS

Por Marcelo Rocha | São José do Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A declaração tem sido interpretada como insinuação de que as enchentes enfrentadas pelos gaúchos são resultado do ateísmo e das religiões de matriz africana
Em meio a uma onda de solidariedade pelo Rio Grande do Sul, que enfrenta severas enchentes, uma polêmica se instaurou. O padre Paulo Santos, da paróquia São Francisco de Paulo, localizada em Nova Andradina (MS), tornou-se o centro de uma controvérsia que transcendeu as fronteiras de sua paróquia.
 
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Durante a “Missa Solidária em Oração Pelo Rio Grande do Sul”, realizada no dia 8 de maio, o padre, que também é gaúcho, fez declarações que causaram desconforto e indignação. Ao lado de uma bandeira do Rio Grande do Sul, o padre afirmou que o estado é o mais ateu do país e que há muito tempo abraçou a bruxaria e o satanismo.
 
“Eu farei um alerta a todos nós. O Rio Grande do Sul há muito tempo abraçou a bruxaria e o satanismo. Há muito tempo o meu povo tem se afastado de Deus”, disse o padre durante a missa. Essas palavras, capturadas em vídeo e compartilhadas nas redes sociais, geraram um debate acalorado e uma onda de revolta nos últimos dias.
 
As declarações do padre Paulo Santos foram interpretadas por muitos como uma insinuação de que as enchentes enfrentadas pelos gaúchos são resultado do ateísmo e das religiões de matriz africana. Tal interpretação levou a uma denúncia por intolerância religiosa no Ministério Público Federal (MPF).
 
Até a publicação desta matéria, a Diocese de Naviraí, responsável pela paróquia, não havia se pronunciado sobre o caso.