09 de julho de 2026
CÍVICO-MILITAR

Alesp aprova escolas cívico-militares apesar de protestos

Por Marcelo Rocha | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Foto: Rodrigo Romeo
O programa prevê a implementação de um modelo de gestão compartilhada entre militares e secretarias de educação em escolas do estado

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (21), o Programa de Escola Cívico-Militar. Com 54 votos a favor e 21 contra, o projeto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi aprovado, apesar dos protestos estudantis que marcaram a sessão.

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O programa prevê a implementação de um modelo de gestão compartilhada entre militares e secretarias de educação em escolas do estado. Policiais da reserva serão incorporados ao corpo de funcionários das escolas que aderirem ao programa, assumindo responsabilidades administrativas e disciplinares, enquanto a parte pedagógica permanecerá sob a responsabilidade dos educadores.

O plano do governador é que, até 2026, 100 das 5 mil escolas municipais e estaduais de São Paulo adotem esse modelo de gestão. As escolas serão selecionadas por meio de Consulta Pública e com base em critérios de vulnerabilidade social, fluxo escolar e rendimento escolar, priorizando as que tiveram desempenho insatisfatório no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A aprovação do projeto ocorre em um momento em que o governador busca reduzir o investimento mínimo em educação de 30% para 25% da receita de impostos do estado. A oposição critica a contradição de contratar policiais para a rede educacional, com salários superiores aos dos professores, enquanto se reduz os investimentos na área.

A sessão desta terça-feira foi marcada por protestos. Sete estudantes foram detidos, três dos quais invadiram o plenário. Os estudantes acusaram os policiais de usarem gás lacrimogêneo. A Secretaria de Segurança Pública informou que as imagens serão analisadas pela Polícia Militar e a ocorrência apresentada no 27º DP.