09 de julho de 2026
HOMICÍDIO NO VALE

Antes de morrer em adega, Cris foi alertado sobre risco e preferiu continuar bebendo

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Crime aconteceu em Guaratinguetá

Meia hora antes de ser morto, Cristiano do Espírito Santo foi avisado de que estava em perigo. Ele, no entanto, ignorou o alerta e foi executado a tiros em Guaratinguetá na madrugada de sábado (27). Conhecida como Tianinho, 45 anos, a vítima estava bebendo em uma adega na rua Francisco Nunes Vilela, no Parque Santa Clara, quando uma mulher o procurou.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp. 

"Policiais civis obtiveram informações de que, cerca de meia hora antes do fato, uma mulher não identificada teria passado pela adega e avisado a vitima para que saísse rapidamente do local, pois um indivíduo de alcunha “Caxangá” (já conhecido nos meios policiais) estaria à sua procura para um “acerto de contas”, diz trecho do boletim de ocorrência.

O crime ocorreu por volta das 22h40. Tianinho estava bebendo na Adega do Samuca e saiu do estabelecimento para conversar com dois homens, que estavam em uma caminhonete. Ele parou em pé perto fa porta do carona. Pouco depois, duas bicicletas se aproximaram, parando uma perto do carro e a segunda do outro lado da rua.

Uma delas tinha apenas um ocupante, enquanto a outra tinha também um garupa. Foi ele quem desceu da bicicleta, se aproximou de Tianinho e efetuou os disparos. Em seguida, o atirador fugiu de bicileta com os comparsas. Os ocupantes do carro se abaixaram e, apesar de cinco tiros acertarem o para-brisa, eles não se feriram. Tianinho foi levado para o pronto-socorro, onde morreu às 0h30. No local do crime, a polícia encontrou 10 cápsulas de pistola calibre 9 mm.

Com a onda de assassinatos no Vale Histórico neste começo de ano, o Vale do Paraíba chegou a 90 vítimas de homicídio no primeiro trimestre de 2024, o que representa 20% das mortes do interior de São Paulo, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo.