Após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público e tornou réus Umberto Vieira Ghilarducci e o amigo Vinícius Rodrigues Marques por coagirem as tutoras do Fox, em São José dos Campos, a defesa de Umberto pediu a rejeição da denúncia por “total falta de materialidade”.
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Umberto é dono do cão da raça Bull Terrier que atacou o cão Fox, da raça Spitz Alemão, em São José dos Campos, em outubro de 2023. Fox morreu em decorrência da gravidade das lesões. Vinícius estava com ele no momento do ataque.
A Polícia Civil investigou as denúncias e concluiu que Umberto e Vinícius coagiram as tutoras do Fox, com ameaças e palavrões. A delegada Maura Braga pediu a prisão preventiva de Umberto nesse inquérito.
A juíza Beatriz Queiroz, da 3ª Vara Criminal de São José, aceitou a denúncia do MP, mas negou o pedido de prisão preventiva de Umberto, que já esteve preso preventivamente por causa da morte de Fox. Ele foi colocado em liberdade provisória no último dia 13 de março.
Os dois processos (ataque e coação) foram desmembrados e Umberto vai responder a ambos separadamente, e em liberdade.
Na defesa preliminar, o advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, o ‘Chacrinha’, apontou que Umberto se encontrava “no interior de sua residência e, de maneira ‘sorrateira’ a suposta vítima teria gravado tal expressão [“vou fazer da sua vida um inferno], utilizando-se de um aparelho celular colocado nas cercanias da janela da residência do acusado”.
O texto classifica a denúncia do MP de “enviesada” e “feitas às pressas” e aponta que, em “nenhum momento”, Umberto “teria proferido tal frase ou qualquer outra direcionando para a pessoa da pretensa vítima, até porque, não tinha qualquer visão da mesma, se encontrava no interior de sua própria residência”.
“Na verdade, o presente processo se origina de uma ‘onda midiática intensa’, alavancada por ‘simpatizantes da causa animal’, municiada pela suposta vítima que a despeito dos fatos envolvendo os cães, desenfreou campanha pela mídia nacional, buscando expor seu sofrimento pela morte de seu cão, atribuindo ao acusado Umberto a responsabilidade pelos ataques”, diz o defensor.
Por fim, o advogado Luiz Antonio pede que a Justiça rejeite a denúncia de coação feita pelo MP “pela inexistência de incidência de qualquer indício de que teria ocorrido qualquer tipo de coação com a suposta ‘frase’ e atribuída erroneamente ao acusado Umberto”.