Após filiar-se ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Cury disse que espera a vinda do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para a mesma legenda.
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Há informações de que Tarcísio vai trocar o Republicanos pelo PL. Porém, nesse momento, o próprio governador desconversa sobre a mudança, que só deve ocorrer após as eleições de outubro.
“Ele [Tarcísio] está fazendo um grande trabalho em São Paulo dentro desse projeto de fortalecimento do grupo mais à direita, para enfrentar esse problema que nós estamos tendo no Brasil nesse momento”, afirmou Cury em vídeo divulgado no domingo (7).
Além de poder concorrer à Prefeitura de São José dos Campos pela nova legenda, e não “enganar o eleitor”, Cury justificou a filiação ao PL, após 35 anos de PSDB, como uma forma de sobrevivência política.
Ele disse que o país passa por um “enxugamento partidário” que vai reduzir de 25 partidos no Congresso há duas legislaturas para cinco legendas em três anos.
“Um partido à esquerda, provavelmente o PT, um partido da direita, com liberais e conservadores, que é o Partido Liberal, um partido no centro, que é o famoso centrão, e talvez mais um ou outro partido”, disse o ex-prefeito de São José.
Cury também admitiu que liderar a pesquisa de intenção de voto para prefeito em São José foi o “fato novo” que acelerou a decisão de trocar de partido, movimento que vinha sendo pensado por ele há um ano.
Em maio do ano passado, levantamento OVALE/Sampi/Ágili Pesquisas mostrou Cury liderando as intenções de voto em São José com 26,73%, o dobro do atual prefeito, Anderson Farias (PSD), que tinha 13,37%.
Mas mesmo com os números positivos e a mudança partidária, Cury não confirmou que será candidato a prefeito em São José.
Ele afirmou que disputar o Paço Municipal vai depender de “decisão familiar, decisão de consulta à população”, mas que a mudança partidária foi necessária no caso de ele aceitar ser candidato, que é o cenário mais provável em São José.