Morreu na tarde deste domingo (7) Durvalina Maria da Silva, de 91 anos, que ficou conhecida em São José dos Campos por cuidar de túmulos no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, no centro da cidade.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp.
Ela fez esse trabalho durante 55 anos, dedicando amor e atenção à limpeza de túmulos no cemitério mais tradicional de São José. Durvalina chegou com 11 anos de idade a São José, vinda do interior de Minas Gerais. Ela levantava cedo todos os dias e se dirigia para o Cemitério Rodolfo Komorek, onde trabalhava até o meio-dia.
Com suas costas encurvadas e pele ressecada pelo sol, de tanto trabalhar, ela limpava cerca de 200 túmulos por mês. Durvalina dizia que o dinheiro que ganhava era para ajudar os filhos e netos. “Nunca pedi nada para a prefeitura. Quero viver do meu esforço”, disse ela a OVALE em 2011.
Durvalina começou na roça, depois doméstica e chegou ao cemitério. Criou seis filhos com o suor do rosto. Entre as lápides que limpava regularmente, ela dizia nutrir um carinho especial pela primeira: a da família do doutor Nelson D’Ávilla, que dá nome a uma importante avenida da cidade.
“O doutor Faustino D’Ávilla foi meu médico. Agora, limpo o túmulo dele. Reencontro aqui no cemitério tanta gente que conheci e já morreu”, disse Durvalina, que dizia ter visto duas almas perambulando pelo cemitério. “Não me assustaram. Não tenho medo da morte. Procuro fazer o bem”.
O corpo de Durvalina será sepultado no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, nesta segunda-feira (8), às 10h. Ela descansa no lugar que lhe deu o sustento, e que tanto amava.
* Com informações de Resgatando São José dos Campos