Fé na solidariedade.
Uma corrente do bem se formou para ajudar a pequena Clara Vitória Costa Silva, a Clarinha, de um ano e seis meses, a continuar o tratamento médico após sobreviver a uma picada de escorpião no Vale do Paraíba. A criança, que ficou 10 dias internada em Taubaté, chegou a sofrer uma parada cardíaca e ficou em estado "muito grave", mas conseguiu se recuperar. Agora, vai precisar de acompanhamento de um cardiologista, já que o veneno efetou o seu coração.
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Funcionária de uma pizzaria e mãe solteira de duas meninas, a mãe da bebê que comoveu a região fez um apelo nas redes sociais, pedindo ajuda para pagar uma consulta médica particular e a realização de exames no coração de Clarinha. Isso depois de tentar marcar na rede pública, mas sem a emergência que o caso requer -- leia-se, com uma demora excessiva. O valor da vaquinha: R$ 550.
Ela havia conseguido uma consulta pelo SUS, para o dia 23, mas sem prazo para a realização dos exames. Por isso, ela decidiu pedir ajuda para fazer os exames e depois dar sequência ao tratamento na rede pública.
"Hoje venho muito pedir ajuda de vcs, Clara terá que fazer acompanhamento por cardiologista porque o veneno afetou o coração dela (...). Eu já fui solicitar pelo SUS, tem que aguardar, pelo menos o seu primeiro exame gostaria o mais rápido possível para ver como está seu coraçãozinho, eu voltei a trabalhar, sou autônoma e mamãe solteira, sustento tudo sozinha e agora não vou conseguir o dinheir , porque até quando eu faço passeios com minhas filhas eu organizo meses antes. Preciso muito da primeira consulta e exame dela, se 550 pessoas me ajudar com R$ 1 eu consigo. Acredito que vocês conseguem me ajudar, e sou muito grata por tudo pela maior ajuda que foi a oração, mas hoje peço ajuda para ter mais alívio, para fazer seu exame. Gratidão mesmo", postou a mãe, Ellen Rose Costa, de 33 anos.
E, mais uma vez, a fé deu resultado. A mãe conseguiu o valor necessário para a realização dos exames, no próximo dia 11. Agora, é cuidar da Clarinha, a menina que emocionou o Vale. "Ela é um milagre e por isso se chama Vitória", complementou Ellen, que destaca que ela e a filha renasceram, justo, na Páscoa.
O CASO.
O drama de Clarinha teve início na madrugada desta quinta-feira (21), quando ela foi picada em um dos dedos por um escorpião enquanto brincava com a mãe. “Nós estávamos brincando. Ela me esperou chegar, porque eu trabalho à noite, e quando ela pegou uma bolinha, veio correndo para mim, chorando, desesperada”, disse mãe, que trabalha em uma pizzaria. A família mora no bairro Boa Vista, em Pindamonhangaba.
O ataque aconteceu por volta das 3h30, quando a mãe chegou da pizzaria onde trabalha. “Como trabalho à noite, ela não dorme até eu chegar. E quando chego, é difícil ela pegar no sono. Então, brincamos”, disse a mãe. Desesperada após a picada, com a filha chorando e perdendo as forças, Ellen pegou a criança no colo e saiu correndo pelas ruas do bairro em busca de ajuda, pela madrugada.
Após chegar ao hospital em estado muito grave, na quinta-feira (21), Clarinha ficou cinco dias sedada na UTI e despertou no início desta semana, querendo o colo da mamãe e não largando do Patatá, seu brinquedo preferido. A família já pensa até em uma festinha temática dos palhacinhos Patati e Patatá. Com fé, a mãe agradeceu as orações e disse ter certeza que Deus, com o auxílio dos médicos e enfermeiros, salvou a vida de Clarinha.
A pequena deixou o Hospital Regional de Taubaté no domingo (31). “Ela uniu todas as religiões, mostrando que o importante é a fé, o amor pelas pessoas, como Jesus fez. Todas as religiões se uniram para fazer orações para a minha filha e, graças a Deus e o apoio e a fé de vocês, a minha filha foi curada”, afirmou a mãe.