O Vale do Paraíba voltou a registrar aumento na quantidade de pessoas assassinadas depois de queda de 14% no ano passado.
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No primeiro bimestre de 2024, o número de vítimas mortas em homicídios chegou a 54 e representou um aumento de 3,85% na comparação com as 52 mortes no mesmo período de 2023, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo.
Houve ainda uma vítima em latrocínio, totalizando 55 pessoas mortas violentamente na região em janeiro e fevereiro de 2024.
MAIS VIOLENTA DE SP.
Nenhuma outra região do estado chega perto da quantidade de mortes em homicídios do Vale, que tem 54% mais vítimas do que Sorocaba, a segunda mais violenta do estado, com 35 óbitos no primeiro bimestre.
Ribeirão Preto é a terceira mais violenta, com 33 mortes, e depois aparecem Piracicaba (32), Campinas (31), Bauru (27), Santos (24), São José do Rio Preto (22), Presidente Prudente (19) e Araçatuba (18).
Na comparação com Campinas, o Vale tem 74% mais mortes em homicídios no ano. A região começa a disputar a liderança com a Grande São Paulo, que registrou 72 homicídios no primeiro bimestre.
PRIORIDADE.
O Vale terminou o ano passado com 330 vítimas de mortes violentas, sendo 316 em homicídios e 14 em latrocínios. Na comparação com 2022, o número de homicídios caiu 14% e o de latrocínios cresceu 40%.
“Para o governador Tarcísio [de Freitas], o Vale é prioridade. Será a primeira região a ter a Muralha Paulista. O governador vai lançar o edital pessoalmente, quer fazer isso pessoalmente, para os 39 municípios da região”, disse Felicio Ramuth em entrevista exclusiva a OVALE, na condição de governador de São Paulo em exercício.
O programa Muralha Paulista visa colocar câmeras de monitoramento em todas as cidades do Vale e criar um cinturão eletrônico de vigilância na região, com a finalidade de reduzir a violência e combater a criminalidade. O edital foi suspenso em outubro de 2023 e ainda não foi relançado.