11 de julho de 2026
'PRISÃO DOS FAMOSOS'

Além de Robinho, Tremembé tem 'time' de presos famosos, como Nardoni, Rugai e Cravinhos

Por Da redação | Tremembé
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Robinho no Milan, na época em que aconteceu o estupro

Transferido para a Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P-2 de Tremembé, ainda na madrugada desta sexta (22), o ex-jogador Robinho, 40 anos, dividirá o espaço com presos famosos em todo o país. De celebridade, talvez ele seja a mais expressiva.

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Não à toa, a P-2 de Tremembé é chamada de ‘presídio dos famosos’, abrigando criminosos condenados por crimes de repercussão nacional, como Alexandre Nardoni, Cristian Cravinhos, Lindemberg Alves e Gil Rugai.

O local também já recebeu Mizael Bispo, que cumpriu pena por matar Mércia Nakashima, e Edinho, filho de Pelé, além do médico Roger Abdelmassih.

Robinho vai cumprir pena de nove anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro coletivo de uma mulher albanesa, cometido em 2013 em Milão, na Itália.

A sentença da Justiça italiana foi homologada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na quarta-feira (20). A corte não analisou se Robinho cometeu ou não o crime, mas apenas se ele deveria cumprir no Brasil a pena à qual foi condenado na Itália.

UNIDADE.

Segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a P-2 de Tremembé recebe presos de casos de grande comoção social para garantir a segurança e a privacidade dos internos. A unidade foi criada após desativação do Carandiru, na capital.

A penitenciária tem capacidade para 584 presos entre o regime semiaberto e fechado, mas atualmente abriga 434. O local é dividido em dois pavilhões de regime fechado e um alojamento para os presos do semiaberto.

Pode-se trabalhar na unidade prisional, com fábricas internas de carteira e cadeiras escolares, fechaduras e de pastilhas desinfetantes para vaso sanitário, entre outros ramos.

No dia a dia, os presos comem nas celas e têm direito ao banho de sol. A penitenciária é equipada com cozinha, igreja, sala de aula, biblioteca, campo de futebol, horta, além das fábricas da Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimental).

Os presos também têm acesso a cursos de teatro e oficinas, como de leitura e origami. A biblioteca é equipada com mais de 7,5 mil títulos.

A Lei de Execução Penal define que o preso abaterá um dia de sua pena a cada três dias trabalhados -- mínimo de seis e máximo de oito horas trabalhadas por dia.