10 de julho de 2026
MISTÉRIO

‘É meu aniversário e mais um ano sem respostas’, diz Selma, que busca a mãe em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Selma Silva nasceu em São José em 1977 e procura pela mãe biológica

A felicidade do aniversário de 47 anos, celebrado nesta quarta-feira (6), contrasta com a tristeza de ainda não ter encontrado a mãe biológica.

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Esse tem sido o dilema de Selma Silva, que nasceu em 6 de março de 1977 no então Hospital Maternidade Marina Glória, em São José dos Campos, que veio a dar origem ao Hospital Pio 12, na zona norte da cidade.

“Hoje é meu aniversário, e mais um ano sem respostas”, disse Selma, que mora em Conceição dos Ouros (MG). Ela tem cinco filhos e é avó de um neto de 3 anos.

“Essa data me marca muito, dói mesmo. Muitas perguntas sem respostas, onde está quem me gerou, onde estão meus irmãos, segundo dizem que eu tenho”, questionou.

PROCURA.

Selma trabalha como operadora de caixa em um supermercado e, há dois anos, resolveu retomar a busca pela mãe biológica. Ela já havia feito tentativas no passado, todas frustradas Agora ela conta com a força das redes sociais e expôs seu caso em um perfil do Facebook.

“Meu sonho é descobrir quem é minha família, e essa busca tem sido uma dor irreparável. Completei 47 anos sem saber meu nome de origem e sem ideia de minha história. Talvez eu tenha irmãos e nem sei deles. Quero descobrir de onde vim”, disse ela.

Selma disse que soube que era adotada aos 7 anos de idade, quando a mãe adotiva lhe contou. A mulher também lhe disse que não a deixaram conhecer a mãe biológica e que as duas não puderam se encontraram no hospital.

“Tinha uma senhora no bairro em que eu morava que era funcionária do Pio 12 e levou um recado de uma freira do hospital para a minha mãe adotiva, que tinha perdido uma filha e entrou na fila da adoção”, contou Selma.

“Então, ela foi ao hospital e de lá saiu comigo nos braços. Ela disse que as irmãs não a deixaram ver a mãe biológica, e vive-versa. Eu estaria ali [no hospital] já há uns quatro dias. É o que ela me contava.”

No aniversário de 47 anos, Selma disse que sonha em ganhar de presente a própria história, saber de onde veio e quem são seis familiares biológicos. Não por desfeita à família adotiva, que ela ama, mas para conhecer seu passado mais remoto.

“Não a julgo [mãe biológica], porque naquela época era muito difícil criar filhos mesmo. Uma mulher solteira com filho sofria preconceito. Eu quero saber o que aconteceu, se tenho irmãos ou irmãs. Sou filha única da minha mãe adotiva. É um direito meu saber a informação. Não é falta de amor. Não vou trocar de mãe”, afirmou.