Você se sente seguro nas ruas de São José dos Campos?
Inédito, levantamento OVALE/Sampi/Ágili Pesquisas revela que 53,75% dos joseenses afirmam sentir-se seguros nas ruas da maior cidade do Vale do Paraíba, enquanto 40,75% dizem não se sentir seguros -- 5,50% não sabem ou não responderam. O instituto ouviu 610 pessoas em São José entre os dias 21 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
Quando analisada a estratificação da pesquisa, com dados por sexo e regiões, nota-se um cenário heterogêneo: 51,66% das mulheres, por exemplo, afirmaram que se sentem inseguras nas ruas de São José, enquanto 66,14% dos homens declaram se sentir seguros; quanto ao CEP, moradores das zonas norte e sudeste sentem-se mais inseguros, enquanto a sensação no centro e zona oeste é de maior segurança.
A pesquisa integra o Vox Populi, um dos pilares do novo projeto editorial de OVALE, principal veículo de comunicação da RMVale, que converteu-se em um veículo 100% digital e anunciou a duplicação do volume de produção jornalística. Com o Vox Populi, além dos levantamentos eleitorais, OVALE fará levantamentos periódicos sobre temas relevantes, servindo como um termômetro da opinião pública.
A taxa de homicídios por 100 mil habitantes em São José é 6,31 -- dentro do considerável tolerável pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que é abaixo de 10 vítimas por 100 mil habitantes. No Vale do Paraíba, região mais violenta de São Paulo, a taxa é 12,44, e no estado é de 5,94.
DADOS.
Entre as regiões, as áreas em que os moradores se sentem mais seguros são centro e oeste, enquanto a norte e a sudeste apresentam os menores índices, em números absolutos.
Na área central, 60,42% dos entrevistados afirmam que sentem-se seguros, enquanto 33,33% dizem o contrário e 6,25% não sabem ou não responderam. Na região oeste, 58,33% sentem-se seguros e 33,33% se dizem inseguros, 8,33% não sabem ou não responderam.
Na sequência, a zona leste tem 55,56% que se declaram seguros, 40,28% dizem se sentir inseguros e 4,17% não sabem ou não responderam. Já na zona sul, 54,70% afirmam que se sentem seguros, 39,32% sentem-se inseguros, 5,98% não sabem ou não responderam. Na região sudeste, 39,13% declararam se sentir seguros, 60,87% se sentem inseguros. Já na região norte, 38,89% dizem se sentir seguros, 55,56% se sentem inseguros e 5,56% não sabem ou não responderam.
ESTRATIFICAÇÃO.
Entre as faixas etárias, entre os entrevistados com idade entre 16 e 24 anos, 50% sentem-se seguros, 47,06% sentem-se inseguros e 2,94% não sabem ou não responderam. A pesquisa analisou a opinião dos joseenses também em outras quatro faixas etárias: 25 a 34 anos (49,12% se sentem seguros, 43,86% se sentem inseguros e 7,02% não sabem ou não responderam), 35 a 44 anos (55,71% seguros, 42,86% inseguros, 1,43% ns/nr), 45 a 59 anos (59,09% seguros, 34,85% inseguros, 6,06% ns/nr) e 60 anos ou mais (49,53% seguros, 42,99% inseguros, 7,48% ns/nr).
Nas últimas décadas, São José tem registrado queda nos índices criminais, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Comparado o início da série histórica, em 2001, com o último ano, a queda no número de assassinatos (homicídios e latrocínios) foi de 465,2% -- foram 248 homicídios e 12 latrocínios em 2001, contra 44 homicídios e 2 latrocínios em 2023.
De acordo com a pesquisa OVALE, 66,14% dos homens se sentem seguros nas ruas de São José; entre as mulheres, são 42,65%. Por outro lado, 28,57% dos homens declararam não se sentir seguros; entre as mulheres, foram 51,66%; respectivamente 5,29% e 5,69% não sabem ou não responderam.
Em números absolutos, desconsiderando a margem de erro, o índice de pessoas que sentem-se seguras nas ruas de São José supera os 50% em todos os níveis de escolaridade. Entre os entrevistados com ensino fundamental, 56,60% disseram que se sentem seguros, 39,62% sentem-se inseguros e 3,77% não sabem ou não responderam. No ensino médio, 54,63% sentem-se seguros, 39,81% sentem-se inseguros e 5,56% não sabem ou não responderam. Quando questionados, 51,15% dos joseenses com ensino superior afirmam sentir-se em segurança, enquanto 42,75% sentem-se inseguros e 6,11% não sabem ou não responderam.