Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) organizam caravanas para o ato de apoio ao ex-presidente marcado para acontecer na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (25).
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A estratégia é parecida com a implementada em 8 de janeiro de 2023, quando militantes pró-Bolsonaro invadiram as sedes dos três poderes, em Brasília.
São José dos Campos é uma das principais sedes de saída de ônibus na região e no interior paulista, ao lado de Ribeirão Preto e da Baixada Santista.
As caravanas estão sendo anunciadas nas redes sociais de apoiadores do ex-presidente e em páginas nomeadas como conservadoras, além de políticos ligados a Bolsonaro. Devem haver outros grupos saindo de cidades do Vale, como Caçapava, Taubaté e Guaratinguetá.
O grupo de São José tem fila de espera. Com passagens a R$ 50, a caravana partirá com três ônibus da cidade às 9h30 de domingo. Os coletivos lotaram na última quinta-feira (22).
O ato terá dois trios elétricos e área vip com pulseirinha. A expectativa é que Michelle Bolsonaro abra os trabalhos com uma oração. De acordo com o pastor Silas Malafaia, organizador da manifestação, existe a preocupação que não haja ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante o evento.
O governo do estado de São Paulo vai colocar 2.000 policiais militares para acompanhar o ato na Paulista. Força Tática, Batalhão de Choque e Cavalaria são algumas das unidades da PM que cederão agentes. Drones e câmeras também serão usados.
A expectativa é que mais de 100 políticos estejam na Paulista. A maioria é do PL, partido de Bolsonaro. Mas há também representantes de outras siglas. Três governadores têm presença confirmada: Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Ronaldo Caiado (Goiás).
Prometendo um ato em defesa do “estado democrático de direito” neste domingo, Bolsonaro preferiu ficar em silêncio no depoimento que deveria ter dado à Polícia Federal na última quinta.
Ele foi intimado a prestar depoimento sobre um planejamento de golpe de Estado por ele e seus aliados após as eleições de 2022.
No último dia 8, Bolsonaro foi alvo da Operação Tempus Veritatis junto a seus ex-ministros, ex-assessores e militares de alta patente. Por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-presidente teve o seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país. Ele também não pode se encontrar com outros investigados.