Embora o governo José Saud (PP) tenha anunciado no fim de 2022 que a primeira etapa da construção de um anel viário em Taubaté teria início em 2023 e seria concluída em 2024, nada disso começou a sair do papel até agora – e não há previsão de quando isso ocorrerá.
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Segundo a Prefeitura, a obra do primeiro trecho será licitada apenas se os governos federal ou estadual se comprometerem a custear o serviço, estimado em R$ 60 milhões.
Esse primeiro trecho tem 11 quilômetros e liga o bairro Marlene Miranda à Estrada Municipal Professor Doutor José Luiz Cembranelli.
PROJETO.
O projeto do anel viário, que custou R$ 2,2 milhões, foi apresentado em outubro de 2022. Na ocasião, o governo Saud deixou de informar uma série de detalhes importantes, como o custo e o cronograma de obras, a estimativa de gasto com desapropriações e as fontes de financiamento.
O que foi dito, na ocasião, foi que o anel viário seria viabilizado com a construção de 51,2 quilômetros de novas vias e aproveitaria outras já existentes. O governo Saud anunciou, no evento, que o primeiro trecho seria iniciado no ano seguinte e concluído até 2024, e que o restante ficaria para as próximas administrações.
Quase um ano e meio depois, ainda não foi divulgada uma estimativa de custo para a construção de todo o anel viário.
TRAÇADO.
Pelo projeto, o traçado do anel viário teria início no Distrito do Piracangaguá e seguiria de forma paralela à Rodovia Carvalho Pinto, até chegar à Rodovia Oswaldo Cruz. Desse ponto, seguiria até a região do Itaim e depois para o Distrito do Una. Do Una, iria pela Avenida Arcênio Riemma até Tremembé - um trecho do anel viário seria dentro do município vizinho. O traçado voltaria a Taubaté pelo bairro Areão, depois seguiria para a Avenida Voluntário Benedito Sérgio e para a Estrada do Pinhão, passando por Quiririm, até voltar ao Piracangaguá.
O projeto do anel viário aproveitaria três viadutos que serão construídos pela CCR RioSP em meio ao novo contrato de concessão da Via Dutra. Além disso, a Prefeitura deveria construir dois novos viadutos sobre a linha férrea e duplicar outros dois viadutos existentes - o da CTI e o da Gurilândia.