11 de julho de 2026
EPIDEMIA

Com 21 anos, Letícia morre por suspeita de dengue em Taubaté: ‘Sonhos interrompidos’

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Redes Sociais
Letícia Izidoro Mendonça morreu por suspeita de dengue em 20 de fevereiro

Uma jovem dócil, amável e cheia de sonhos e de vida.

Assim é descrita Letícia Izidoro Mendonça, 21 anos, que morreu em Taubaté na última terça-feira (20) por suspeita de dengue. Ela não tinha comorbidades. “Vida e sonhos interrompidos”, escreveu uma amiga da jovem, em postagem nas redes sociais.

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Letícia dá rosto ao drama que famílias enfrentam no Vale do Paraíba neste começo de 2024, com 30% de aumento em casos da doença nos últimos sete dias.

De acordo com dados do governo estadual, a RMVale passou de 9.344 infectados para 12.166 em uma semana.

Na sub-região de Taubaté, os casos subiram 29% no mesmo período, de 5.019 para 6.472. Na sub-região de São José dos Campos, a alta foi de 32%: 4.755 positivos contra 3.600. No Litoral Norte, os casos passaram de 725 para 939, aumento de 29,5%.

A sub-região de Taubaté tem cinco mortes confirmadas por dengue. Na cidade de Taubaté, já são dois óbitos pela doença com mais cinco em investigação.

Morreram por dengue um homem de 76 anos e uma mulher de 89 anos, ambos com comorbidades. Já as mortes em investigação foram de três homens (81, 63 e 69 anos), todos com comorbidades, e de duas mulheres, de 37 e 21 anos, estas sem comorbidades. Os óbitos ocorreram entre os dias 14 e 20 de fevereiro.

CIDADE.

Taubaté já tem 36,5 vezes mais casos do que teve em 2023 (1.903 contra 52) e o dobro de mortes, sem contar os óbitos ainda em investigação, que aguardam laudo de confirmação da doença pelo Instituto Adolfo Lutz.

Nas redes sociais, amigos e familiares da jovem Letícia lamentaram a morte dela, além de enviar condolências e mensagens de força aos pais e parentes.

“Última mensagem foi dizendo que me amava e eu retribuo isso infinitamente. Infelizmente, Leeh não resistiu à dengue”, escreveu Raynara Aragão. “Imensa dor sem fim. Perdi minha melhor amiga, 17 anos de amizade, que só pode existir agora no meu coração”.

Cheia de sonhos s projetos, Letícia havia feito curso de cabeleireira em uma escola de Taubaté, que também lamentou a perda da jovem: “Foi um prazer ter convivido com você por pelo menos um ano aqui no curso. Um olhar calmo, sorriso tímido, uma menina supereducada e esforçada. Uma pena sua partida tão precoce”.