Também conhecidas como K2, K4, K9 ou spice (do inglês, especiaria), as drogas K são substâncias sintéticas desenvolvidas com o intuito de reproduzir os efeitos terapêuticos do THC (tetrahidrocanabinol), o princípio ativo da maconha.
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Elas surgiram em laboratórios no início dos anos 2000 e são até 100 vezes mais potentes do que a maconha.
Segundo especialistas, quando a droga é borrifada em papel, é chamada de K2. Quando aparece junto com tabaco, para o fumo, é conhecida como K4. E quando é borrifada em porções de outras drogas, que podem ser cocaína ou maconha, é chamada de K9. Esse uso junto com a maconha é outra associação que pode ter levado a droga a ser chamada de "supermaconha".
Médicos dizem que a K9 pode causar desde alterações no sistema nervoso central, especialmente problemas de confusão mental, até repercussões sistêmicas, como o aumento agudo da pressão arterial, taquicardia, infarto ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
O usuário da droga fica entorpecido, completamente fora da realidade, inclusive com perdas de sentido, por isso a imagem de que viram “zumbis” após o uso da droga. O dependente químico corre o risco de ser atropelado, pular de um prédio ou viaduto, agredir outros indivíduos sem saber o que está fazendo.
Ela também pode provocar esquizofrenia e depressão. Muitas pessoas que usam essa substância acabam se tornando dependentes e perdem o controle de suas vidas.
O drama é que a droga, que já é bem conhecida nos presídios da região, começa a aparecer nas ruas e ser usada por jovens, como flagrado por imagens que OVALE teve acesso de usuários na região sul da cidade. A droga vem sendo vendida por até R$ 2 na cidade.
Procurada, a Secretaria de Saúde de São José dos Campos informou que o Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) ainda não tem registro de atendimento a usuários das drogas K na cidade.