11 de julho de 2026
EMPREGO

Crise e pandemia reduzem saldo de emprego no Vale a 16,8 mil vagas em 10 anos

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação / Claudio Vieira / PMSJC
Jovens procuram emprego no PAT

O mercado de trabalho no Vale do Paraíba registra saldo de 16,8 mil empregos gerados nos últimos 10 anos, uma média de 4,62 postos de trabalho abertos por dia.

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Em comparação, a região terminou 2023 com mais 18,4 mil empregos, média de 51 vagas abertas por dia e um melhor desempenho do que a última década inteira.

O levantamento de OVALE leva em conta dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

A região ainda se ressente da crise econômica de 2014 e da pandemia do coronavírus, além da instabilidade política no país nos últimos anos. Os três fatores elevaram para 65 mil os empregos perdidos na última década, número que derrubou quase 80% do saldo positivo de 82 mil no mesmo período.

Entre 2007 e 2013, auge da criação de empregos no Vale, o mercado de trabalho impulsionou 105,5 mil novas vagas, quase 15 mil novas vagas abertas por ano.

Para o economista Edson Trajano, pesquisador do Nupes e professor da Unitau, além da recuperação do número de empregos, o desafio da região é qualificar os trabalhadores e combater a desindustrialização.

“Os melhores postos de trabalho concentram-se no setor industrial, que paga os maiores salários e gera empregos indiretos em outras áreas, como comércio e serviços”, disse.

Na RM Campinas, o saldo nos últimos 10 anos é de geração de 78,4 mil empregos, que é bem menor do que o resultado dos sete anos anteriores a 2014, quando a região abriu 195,4 mil postos de trabalho.