11 de julho de 2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

CAC é preso por violência doméstica contra a filha em Taubaté; eles vivem como 'casal'

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Delegacia seccional de Taubaté

Um homem de 41 anos foi preso na madrugada de quarta-feira (14), em Taubaté, por violência doméstica contra a própria filha de 22 anos. De acordo com a vítima, além de ser agredida, ela foi dopada pelo pai com remédios e ainda afirmou que os dois mantêm relações sexuais e convivem como um casal.

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De acordo com a polícia, os agentes foram acionados para atender uma ocorrência de uma mulher agressiva por uso de entorpecentes. Ao chegar no endereço, os policiais viram a vítima na sacada fazendo gestos e indicando que algo não estava certo.

Logo depois, o pai abriu a janela e os policiais pediram para que ele descesse do apartamento e conversasse com os agentes. Em seu depoimento ele disse que encontrou quatro pinos de droga com a sua filha e que a agrediu para contê-la e pegar os entorpecentes, que depois foram jogados na privada.

Já a vítima, que estava dopada com grande quantidade de clonazepan, disse que foi agredida pelo pai durante a madrugada do dia 14 e também em outras ocasiões e que ela quebrou a porta do quarto no intuito de conseguir sair do apartamento e quebrou a janela do carro para pegar o controle do portão e sair do prédio. Ela afirmou também que ele tem uma arma.

Em uma busca dentro da casa os policiais apreenderam a arma, um auxiliador de carregamento, acessórios para limpeza da pistola, uma caixa para pistola Glock, três carregadores e 47 cartuchos 9 mm. Segundo a polícia, o homem possui registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

Na casa também foi encontrada uma caixa fechada de cloridrato de paroxetina e uma outra cartela parcialmente usada, cartelas de cloridrato de ciclobenzaprina (uma parcialmente usada) e um vidro de clonazepam. O material também foi apreendido.

O homem foi preso e a vítima levada para o hospital, onde recebeu atendimento e foi liberada, pois, de acordo com a polícia, ela disse que não queria ficar mais lá e estava muito agressiva.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a jovem não teve condições psíquicas para prestar declarações e de realizar o exame sexológico onde poderia ser comprovado ou não um estupro. A polícia informou que na delegacia a vítima chegou a desmaiar e precisou ser atendida pelo Samu. Antes disso, ela solicitou uma medida protetiva alegando que não tem apoio do pai, da mãe e que não se dá bem com a madrasta.