Trabalhadores da fábrica Gerdau, em Pindamonhangaba, iniciaram uma paralisação na noite de quarta-feira (14) contra as demissões na empresa.
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Os cortes atingiram 100 funcionários de um grupo de 180 trabalhadores que ficaram cinco meses em layoff, com o contrato de trabalho suspenso. Eles foram desligados ao voltar para o trabalho nesta quarta-feira (14).
O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba disse que havia firmado um acordo de layoff de um ano, para duas etapas do programa.
Segundo o presidente André Oliveira, o sindicato insistiu na aplicação de mais uma etapa de cinco meses do layoff, como estava previsto no acordo, mas a empresa foi irredutível e insiste na taxação de importação do aço.
“A empresa não pode usar o emprego dos trabalhadores dessa forma para tentar aumentar os seus lucros. Vamos fazer tudo o que for possível para defender os trabalhadores”, disse.
O ato ocorreu no mesmo dia em que a empresa realizou as demissões, teve adesão total dos trabalhadores do turno da madrugada, que aprovaram em assembleia a realização da paralisação. Outra assembleia deve ocorrer no turno da manhã, nesta quinta-feira (15).
A Gerdau emprega cerca de 2.600 trabalhadores e atua no ramo do aço com foco no ramo automotivo.
A empresa informou que as demissões ocorreram após o período de layoff promovido pela companhia, e seguem o "reflexo do cenário desafiador enfrentado pelo mercado brasileiro frente às condições predatórias de importação de aço chinês”.
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