O empresário Cássio Fonseca, 50 anos, acusa a Polícia Militar de violência contra ele por ter barrado um policial militar à paisana de entrar armado na Cervejaria do Gordo, em Lorena. O caso ocorreu na última sexta-feira (2).
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Em nota de repúdio, o empresário diz que foi “brutalmente e covardemente agredido e algemado por policiais militares”, sendo conduzido até a Delegacia de Lorena em viatura da PM.
O empresário afirma quer policiais fora de serviço queriam entrar armados no show da casa, que proíbe a entrada de pessoas armadas. Nestes casos, a arma deve ser guardada em local apropriado e retirada na saída.
“Esses policiais à paisana, então indignados, acionaram a Polícia Militar pela primeira vez e os mesmos chegaram na casa parando três viaturas, obstruindo a entrada, saíram do carro e entraram sem permissão em nossa propriedade particular para forçar a entrada dos policiais fora do serviço armados dentro do show”, diz trecho do comunicado.
ACUSAÇÃO DE AGRESSÃO
A confusão continuou após o final do show, ainda segundo a nota do empresário.
“Após o final do show, o proprietário estava indo embora e se deparou com vários policiais que invadiram novamente o estabelecimento sem nenhum motivo ou ordem judicial. Ao ser indagado sobre o que estariam fazendo no local, os mesmos responderam que não poderíamos proibir a entrada de policiais armados.”
Fonseca acusa os policiais de terem passado uma rasteira nele e o jogado ao chão, para depois acertá-lo com “um golpe contra o joelho”, que teria causado “uma lesão grave”.
“Um terceiro policial à paisana proferiu chutes e socos. Após esses episódios, outros policiais usaram de força desnecessária para algemar o empresário, o qual em nenhum momento resistiu a qualquer tipo de ação da polícia, e ainda sacaram suas armas para coagir os seguranças [da cervejaria] e colocando em risco a vida de todos que por ali circulavam”, diz a nota de repúdio.
Fonseca ainda acusa a PM de tê-lo deixado dentro da viatura “preso e algemado” por um “longo período na porta de seu estabelecimento, passando constrangimento perante os seus clientes”.
Ele foi levado até a Delegacia de Lorena, onde foi ouvido e liberado. Segundo Fonseca, as algemas só foram retiradas após a chegada do seu advogado. Ele disse ainda não saber “o motivo de tal brutalidade” e que “em nenhum momento foi dada voz de prisão”.
“Nosso advogado tomará todas as medidas cabíveis contra o abuso de poder e de autoridade cometido pelos policiais militares”, afirmou Fonseca.
OUTRO LADO
No entanto, circula nas redes sociais outra versão do ocorrido, postada por pessoas que acompanhavam o policial militar que tentou entrar armado na cervejaria.
Segundo esse relato, o policial foi impedido de entrar na casa e os seguranças chamaram o proprietário, que teria chegado alterado à portaria, falando que “não gostava de polícia e que não iria entrar”. Uma mulher que estava com o empresário teria "ido para cima do policial". A discussão teria começado a partir daí.
A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) foi procurada para comentar o caso. Quando responder, a matéria será atualizada.