10 de julho de 2026
SÃO JOSÉ

Pai amoroso de filhas e craque de bola, Rodrigo saiu do serviço há 9 meses e desapareceu

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução / Redes Sociais
Rodrigo no trabalho: ele sumiu com a mesma roupa que usava no emprego

A família do metalúrgico Rodrigo Corrêa de Andrade, 43 anos, procura por ele desde 20 de abril do ano passado, quando foi visto pela última vez após deixar o trabalho na zona sul de São José dos Campos.

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Ele está desaparecido há nove meses e os parentes não têm qualquer indício do paradeiro dele.

“É desesperador. Não temos nenhuma informação concreta sobre ele. A gente está sofrendo muito”, disse Beatriz Alves, 24 anos, filha mais velha de Rodrigo.

O metalúrgico é casado e pai de três filhas. As duas mais novas têm 18 e 10 anos. Ele é descrito como uma pessoa responsável, pai zeloso e amoroso, e que vinha fazendo um tratamento contra a depressão.

ROTEIRO

Segundo Beatriz, o pai saiu do trabalho em uma fábrica no bairro Chácaras Reunidas, na zona sul de São José, no horário do almoço. A família ficou sabendo que ele retornou ao serviço e ficou dois minutos no local, acessando o vestiário.

De lá, Rodrigo foi de bicicleta, uniforme cinza e uma mochila preta até uma agência bancária na avenida Andrômeda, na zona sul, conforme mostraram imagens de câmeras na época. Ele ficou por volta de uma hora no banco e fez um saque de R$ 800.

“Daí em diante não sabemos mais nada dele”, disse Beatriz, que está à frente da divulgação, nas redes sociais, sobre o desaparecimento do pai.

LORENA

Segundo ela, um amigo do pai que é policial ajudou nas buscas e conseguiu rastrear o celular de Rodrigo dias depois do desaparecimento. O aparelho funcionou por três dias até não emitir mais sinais.

“O celular apontou que ele estaria em Lorena. O policial amigo do meu pai foi até o endereço, mas não o encontrou e nem ao aparelho. Três dias depois do desaparecimento, o celular desligou e não temos mais nenhuma informação sobre meu pai.”

Nas redes sociais, muitas informações chegam de pessoas que dizem ter visto alguém parecido com Rodrigo circulando por bairros de São José. Beatriz disse que até o momento ninguém tirou uma foto dele ou deu uma informação mais concreta que pudesse ajudar a localizar o metalúrgico.

“Nós mandamos mensagens para o celular dele e não houve resposta. O que intriga muito é ele não ter feito algum tipo de contato, porque era uma pessoa muito responsável. Ele é muito apegado à família. Ele iria passar alguma mensagem, de algum jeito. E isso nos deixa muito assustadas por não ter mensagem alguma”, disse a filha.

INVESTIGAÇÃO

A família registrou boletim de ocorrência logo após o desaparecimento e os documentos de Rodrigo foram bloqueados. As imagens dele captadas pelas câmeras de segurança em São José podem ajudar a identificá-lo caso ele esteja na cidade.

Beatriz ainda contou que o pai começou a apresentar sinais de depressão no começo de 2023, iniciando um tratamento após consultar um profissional da área. No entanto, ela disse que ele deixou de tomar os remédios um tempo depois.

“Em janeiro de 2023, percebemos que ele estava se isolando, não conversava muito. Fomos à médica e ela passou alguns medicamentos. Ele não conseguia dormir. Ele tomou em fevereiro, mas deixou de tomar em março e não estava fazendo o tratamento. Pode ter dado um baque”, afirmou a filha.

Rodrigo também é apaixonado por futebol e jogou em times amadores de São José, principalmente no Vale do Sol. “Ele é completamente apaixonado por futebol e esportes, sempre cuidou da saúde. Mas atualmente não estava mais jogando”, contou Beatriz.

A família disponibilizou o número de telefone (12) 98221-7520 para informações sobre o paradeiro de Rodrigo que levem ao encontro do metalúrgico. A informação que for útil poderá ser recompensada financeiramente.