09 de julho de 2026
POLICIAMENTO

PM mantém Força Tática e Baep na zona leste de São José contra ataques a ônibus

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / PM
Policiais militares na zona leste de São José

A Polícia Militar mantém equipes especializadas de policiamento na região leste de São José dos Campos após os ataques que resultaram em quatro ônibus queimados, dois deles completamente destruídos. Cinco pessoas foram presas por envolvimento nas ações criminosas.

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Segundo o comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), coronel Hugo Araújo dos Santos, a região conta com equipes da Força Tática e do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) para garantir o completo restabelecimento da ordem.

“No final de semana, a gente conseguiu alocar serviços de segurança dos batalhões de choque de São Paulo, do segundo e terceiro e do Comando de Operações Especiais para cá. Eles vieram para reforçar ainda mais esse policiamento e garantir a segurança, e isso está sendo feito até hoje”, disse.

“E a partir de hoje, a gente vai manter com as nossas tropas de Força Tática e Batalhão de Ações Especiais para poder restabelecer a ordem”, completou o militar.

PRISÃO

Santos comentou sobre a prisão de cinco pessoas envolvidas com os ataques e a confirmação das prisões pelo Poder Judiciário.

“Cinco pessoas presas que estavam diretamente envolvidas com os ataques, e foram reconhecidas por testemunhas. Então, não são prisões de suspeitos para nós, tanto que foram homologadas e confirmadas pelo Poder Judiciário.”

“Eles passaram por audiência de custódia e tiveram suas prisões em flagrante feitas pela Polícia Militar convertidas em prisões preventivas. Então, eles estão presos e sendo avaliadas as suas condutas.”

RAPIDEZ

O comandante da PM no Vale disse que a corporação agiu tão logo foi comunicada dos ataques que estavam sendo feitos a ônibus na zona leste. A primeira medida foi evitar que os ataques acontecessem, restabelecendo a ordem, e depois identificar os responsáveis.

“Então, a primeira atitude foi a gente intensificar o patrulhamento no local, para evitar que houvesse novos casos. A gente conseguiu concentrar [a operação] em apenas quatro dias”, disse Santos.

“E depois prendemos os responsáveis. Dos cinco criminosos que foram presos, quatro foram presos pela Polícia Militar, com a Polícia Civil fazendo a investigação e a Guarda Civil Municipal garantindo o transporte público, que é um serviço municipal. Com todos integrados, conseguimos restabelecer a ordem”, contou o militar.

O comandante do CPI-1 disse que se trata de um “crime muito rápido” é que é “difícil de conseguir prevenir”.

“Eles saem de um local onde estavam escondidos, vão lá praticar o crime e vão embora. E não existe uma penação proporcional ao ato que eles fazem, porque isso é considerado, às vezes não só como um dano ao ônibus, mas afetando milhares de usuários. Então, a gente precisa ter uma responsabilização penal melhor para poder ajudar a polícia nessa repressão”, disse Santos.

EFETIVO

Por questão de segurança, ele não revelou quantos militares foram empregados na operação em São José, mas disse que a cidade contou com uma diversidade no patrulhamento.

“Foi um número suficiente para a gente conseguir restabelecer a ordem pública, não só de policiais como de viaturas, cães e cavalos também. Nós fizemos policiamento lá com a cavalaria”, afirmou.

“Tivemos vários recursos diferentes, todos eles concentrados durante o maior momento numa Operação Impacto, que fizemos por lá para poder restabelecer a ordem, depois de uma saturação de policiamento”, completou o militar.