10 de julho de 2026
OPERAÇÃO

Suspeito é preso e adega fechada na zona leste; ‘Não vamos nos intimidar’, diz Anderson

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

Em guerra contra os ataques na zona leste de São José dos Campos, a Polícia Civil e a GCM (Guarda Civil Municipal) prenderam um homem suspeito de envolvimento no ataque a um ônibus da Joseense Transportes, queimado na tarde de sábado (20) no bairro Santa Maria, na região leste. A prisão ocorreu na noite de sábado.

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Foi o quarto coletivo atacado desde a noite da última quinta-feira (18). Os veículos foram queimados após um homem ter sido morto em confronto com a Polícia Militar na zona leste, na terça-feira (16).

Além da prisão do suspeito, a fiscalização de posturas da Prefeitura de São José dos Campos lacrou uma adega na zona leste que realizava fluxos na região. O prefeito da cidade comemorou a atuação das forças de segurança.

“Mais um criminoso preso. E para nossa surpresa, é mais uma ‘vítima da sociedade’ que possui passagem por tráfico de drogas. Este aí foi responsável pelo incêndio de hoje [sábado]”, disse Anderson Farias (PSD).

O mandatário disse ainda que os ataques não serão tolerados pelo município e nem pelas polícias.

“Não vamos nos intimidar. Vamos continuar prendendo quem quer que seja. Não haverá moleza para bandidos. Lugar de bandido é na cadeia, cumprindo pena.”

Em reação aos ataques, as forças de segurança prenderam quatro homens e identificaram outros três por envolvimento com os incêndios dos ônibus.

Na sexta, após três coletivos atacados em menos de 24 horas, a Joseense Transportes suspendeu 23 linhas e afetou o transporte de cerca de 20 mil pessoas na zona leste. O serviço foi restabelecido no sábado, após a deflagração de uma operação de segurança que reforçou o policiamento na região leste.

PROTESTO

A tensão teve início na última terça-feira (16), após a morte de um suspeito em confronto com a Polícia Militar no Jardim São José 2, conhecido no meio policial como 'CDD (Cidade de Deus)', na zona leste.

No dia seguinte, moradores queimaram pneus em protesto contra a ação policial. Entre a noite de quinta e a tarde de sábado, quatro ônibus foram queimados. À parte o transtorno ao transporte, ninguém ficou ferido.

Então, foi deflagrada uma operação de guerra contra a onda de violência em São José. A ação das polícias Civil e Militar e da GCM deve ser mantida pelos próximos dias.