"Meu filho está bem. E agora o foco é nele".
Foi assim, por meio de frases curtas no tamanho, mas enormes no significado, que o Gabriel Siqueira falou a OVALE sobre o filho, que nasceu no último dia 8, no Vale do Paraíba, após o parto complicado que levou à morte da mãe do bebê, Amanda Gouveia, 35 anos. O quadro da esposa de Gabriel evoluiu para eclampsia e síndrome de Hellp.
Constatada a morte cerebral na sexta-feira (12), os familiares escolheram doar os órgãos de Amanda para que outras pessoas pudessem sobreviver.
Equipes médicas de Ribeirão Preto, Sorocaba e Campinas pousaram no aeroporto de São José dos Campos e seguiram viagem ao Hospital 10 de Julho, em Pinda, onde captaram fígado, rins, pulmões e córneas de Amanda. A cirurgia teve início às 16h e foi concluída por volta das 22h daquela sexta-feira.
"Nossa familia já passou a mensagem que queria. A gente sabe da importância de doação de órgãos", disse o pai do bebê. Uma pessoa pode salvar até oito vidas por meio da doação de órgãos e tecidos.