11 de julho de 2026
OCUPAÇÃO

Litoral Norte tem 550% de aumento em domicílios desde 1980 e expansão urbana acelerada

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Rovena Rosa / Agência Brasil
Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no Litoral Norte

Ao longo de 42 anos, o Litoral Norte teve 550% de aumento no total de domicílios ocupados, taxa três vezes superior à média nacional, revela um estudo de pesquisadores da Unitau, Inpe e do Centro Paula Souza.

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O artigo ‘Desenvolvimento regional e a intensificação das catástrofes socionaturais: o caso de São Sebastião’ foi publicado na Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, no final do ano passado.

Coordenado pelo economista Edson Trajano, professor da Unitau, o estudo é assinado pelos pesquisadores Murilo da Costa Ruv Lemes, Rodrigo Cesar da Silva, Gilberto Fisch e Moacir José dos Santos.

Eles mostram que, entre 1980 e 2022, o número de domicílios ocupados cresceu 550,31% no Litoral Norte, bem superior à média da RMVale (229,65%), da estadual (179,70%) e da nacional (187,37%) para o mesmo período.

Entre as quatro cidades do Litoral Norte, Ilhabela foi quem teve a maior taxa de aumento dos domicílios ocupados (661,5%), seguida de Caraguatatuba (565%), São Sebastião (565,8%) e Ubatuba (488,5%).

As fortes chuvas de fevereiro de 2023 causaram a morte de 64 pessoas em São Sebastião, a maior parte em áreas de risco, de ocupação irregular.

“A continuidade da expansão urbana foi acompanhada de supressão da vegetação nativa das encostas e da instalação de infraestruturas urbanas, conjugando fatores que elevam o risco da vulnerabilidade para a população local”, dizem os pesquisadores.

Entre 1985 e 2021, a malha urbana de São Sebastião passou de 4.092 km² para 18.276 km², um aumento de 14.185 km² (346,6%). No mesmo período, a populacional aumentou 254,2%, de 24.884 para 88.156 habitantes.

Na Vila Sahy, bairro mais afetado pelas chuvas, a área urbanizada foi de 5,51 ha em 2002 para 11,76 ha em 2022 (+113,4%).