11 de julho de 2026
DESAPARECIMENTO

Tempo melhora e família renova esperança de localizar helicóptero: ‘Vão ser encontrados’

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / FAB
Militar trabalho em sistema de busca pelo helicóptero no Vale

A melhora do clima no Vale do Paraíba nesta semana é um sopro de esperança para os familiares dos passageiros do helicóptero que desapareceu na viagem para Ilhabela, no último dia do ano passado. O piloto e três passageiros estão desaparecidos.

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A busca começou no dia 1º de janeiro liderada pela FAB (Força Aérea Brasileira), que completou 75 horas de voo pela região. Também participam o Comando de Aviação da Polícia Militar, o Cavex (Comando de Aviação do Exército) e a Polícia Civil.

Até o momento, nenhum vestígio do helicóptero ou dos passageiros foi encontrado no Vale. A área total de buscas é de cinco mil quilômetros quadrados.

Na semana passada, o tempo chuvoso e o excesso de nuvens prejudicou o andamento das buscas. Nesta semana, com o clima mais estável, a procura ganhou uma nova dimensão e reforçou a esperança dos familiares em encontrar os desaparecidos com vida.

“O tempo colabora nessa semana e temos fé em Deus que eles serão encontrados. Qualquer pessoa que for para o Litoral Norte agora vai olhar diferente para a mata. Temos esperança de que eles possam ser encontrados”, disse a nutricionista Herika Torres, 37 anos.

Ela é irmã do empresário Raphael Torres, 41 anos, um dos passageiros do helicóptero, que era pilotado por Cassiano Tete Teodoro, 44 anos. Também estavam na aeronave duas amigas de Raphael: Luciana Rodzewics, 46 anos, e a filha Letícia Ayumi Rodzewics, 20 anos.

REFORÇO NAS BUSCAS

Herika disse que há uma pessoa da família que está ajudando nas buscas pelo Vale, utilizando drones e fazendo incursões na mata. Ela cobra mais buscas terrestres para tentar localizar os passageiros.

“Essa pessoa [da família] não está lá o tempo todo. Ele tem descido para ajudar nas buscas, tentar colher depoimentos e tudo mais. Unimos forças para tentar ajudar e fazer aquilo que outras pessoas não estão fazendo. Se eles vão [autoridades] pelo ar, a gente vai pela terra”, afirmou Herika.

“A informação que temos é que não tem [busca] por terra, só drones da equipe da Polícia Civil. Não entendo porque não mandam por terra. É por isso que fomos também”, completou.

A nutricionista disse que a família fez contato com pessoas da região para ajudar nas buscas como voluntários, como pescadores e guias turísticos.

“Conseguimos juntar uns voluntários para nos ajudar e estão todos os dias trocando informações para tentar encontrá-los”, disse.

Herika não participou da reunião entre familiares de Luciana e Letícia com a advogada Thaís Gianlorenço, que representa a família do piloto e a empresa responsável pelo helicóptero, que ocorreu nesta terça-feira (9) em São Paulo, no aeroporto Campo de Marte, de onde decolou a aeronave com destino a Ilhabela.

O grupo concordou com a contratação de mateiros para incrementar as buscas no Vale. Segundo a advogada, a incursão terrestre nas áreas de busca é realizada por cerca de 20 mateiros.

COBRANÇA

Herika também disse que concorda com o comentário de Neusa Rodzewics Santos, mãe de Luciana e avó de Letícia. Ela disse que chegou ao limite.

"Eu estou no meu limite. Preciso de uma resposta concreta, urgente, o mais rápido possível", disse a familiar após a reunião desta terça.

“Compactuo com pensamento dela [Neusa]. Não é que não tenhamos respostas do policiamento, mas não temos informações mais detalhadas”, disse Herika.

Segundo ele, existem possibilidades a serem exploradas nas buscas que podem ser fundamentais para encontrar os desaparecidos. Ela também evita pensar no pior, nesse momento, e concentrar a energia em manter a esperança.

“Acreditamos que tenha a possibilidade de encontrá-los com vida e que o piloto tenha curso de sobrevivência. Temos o benefício da dúvida, porque não é hora de pensar no pior, ao menos até que os responsáveis fechem o desfecho desse caso. Importante é achar e ter as respostas”, afirmou a irmã de Raphael.

“Temos outros recursos a serem explorados, como bombeiros, cães farejadores e parte do Exército pelo chão. Tem bastante coisa para ser feita ainda, na minha visão. Tivemos tempo chuvoso e dificuldade para as buscas. Muitas áreas que eles estão olhando nessa semana não tiveram acesso na semana passada.”