11 de julho de 2026
MISTÉRIO

Famílias de passageiros do helicóptero desaparecido no Vale decidem contratar mateiros

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / FAB
Imagem da área de buscas feita pelo avião SC-105 Amazonas

Familiares das duas passageiras e do piloto do helicóptero que desapareceu no Vale do Paraíba concordaram com a contratação de mateiros para ajudar nas buscas.

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A aeronave está desaparecida desde o domingo, 31 de dezembro, quando saiu de São Paulo para passar a virada do ano em Ilhabela. Além do piloto, o helicóptero levava mais três pessoas. Todos estão desaparecidos.

Nesta terça-feira (9), 10 dias após o sumiço e nove dias do início das buscas pelas autoridades, familiares de Luciana Rodzewics e da filha Letícia Ayumi Rodzewics, que estavam no helicóptero, se reuniram com a advogada do piloto Cassiano Tete Teodoro.

O encontro ocorreu no aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, de onde decolou a aeronave com destino a Ilhabela. O grupo concordou com a contratação de mateiros para ajudar nas buscas. Familiares do empresário Raphael Torres, que também estava no helicóptero, não participaram da reunião.

“Os quatro estão com vida, só estão esperando a gente chegar lá, os mateiros, a polícia, seja quem for”, disse Silvia Santos, irmã de Luciana e tia de Letícia, em entrevista à CNN.

“Única coisa que a gente precisa é nos unir e um ajudar o outro, todos nós só temos o mesmo objetivo. Nós vamos para lá (Litoral Norte) para isso, para ver pessoalmente o que está sendo feito. A família tá destruída. É angustiante e dolorido”, relatou a familiar.

A família do piloto Cassiano e a empresa CBA Investimentos, operadora do helicóptero que desapareceu no Vale, mantêm buscas paralelas pela aeronave e pelos quatro desaparecidos. A incursão terrestre nas áreas de busca é realizada por cerca de 20 mateiros, segundo a advogada Thaís Gianlorenço, que representa a família do piloto e a empresa.

OPERAÇÃO DE BUSCA

As buscas pelo helicóptero modelo Robinson R44 entraram no 9º dia nesta terça-feira. Na segunda, a FAB (Força Aérea Brasileira) completou 75 horas de voo pela região.

Também participam das buscas o Comando de Aviação da Polícia Militar, o Cavex (Comando de Aviação do Exército) e a Polícia Civil.

No final de semana, um helicóptero militar da FAB – modelo H-60 Black Hawk – foi incorporado à operação, que é liderada pelo avião SC-105 Amazonas, especializado em busca e salvamento e que leva 15 tripulantes.

Até o momento, nenhum vestígio do helicóptero ou dos passageiros foi encontrado na região. A área total de buscas é de cinco mil quilômetros quadrados.