11 de julho de 2026
MISTÉRIO

Sem vestígios da aeronave, busca por helicóptero que sumiu no Vale entra na 2ª semana

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / FAB
Militar no H-60 Black Hawk da FAB durante as buscas pelo helicóptero no Vale

As buscas pelo helicóptero modelo Robinson R44 que sumiu enquanto viaja de São Paulo para Ilhabela, no último dia do ano passado, seguem sem encontrar vestígios da aeronave e nem dos passageiros.

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No início da segunda semana de buscas, a FAB (Força Aérea Brasileira) completou 75 horas de voo pela região atrás do helicóptero, que desapareceu com o piloto e três passageiros a bordo. As buscas têm sido feitas, segundo a FAB, mesmo "prejudicadas pelas condições meteorológicas e pelo relevo montanhoso na região".

Também participam das buscas o Comando de Aviação da Polícia Militar, o Cavex (Comando de Aviação do Exército) e a Polícia Civil. No final de semana, um helicóptero militar da FAB – modelo H-60 Black Hawk – foi incorporado à operação, que é liderada pelo avião SC-105 Amazonas, especializado em busca e salvamento e que leva 15 tripulantes.

Até o momento, nenhum vestígio do helicóptero ou dos passageiros foi encontrado na região. A área total de buscas é de cinco mil quilômetros quadrados, especialmente na Serra do Mar entre Paraibuna e Caraguatatuba.

Estavam no helicóptero o piloto Cassiano Tete Teodoro, 44 anos, Luciana Rodzewics, 46 anos, Letícia Ayumi Rodzewics, 20 anos (filha de Luciana), e Raphael Torres, 41 anos.

A aeronave saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, no domingo (31), por volta de 13h, e seguia para Ilhabela para a virada de ano. Após cerca de duas horas de voo, o helicóptero perdeu contato e desapareceu.

ANTENA DE CELULAR

A Polícia Civil instalou uma base móvel de monitoramento em Paraibuna para concentrar os trabalhos de investigação, que conta com drones.

Nesta segunda-feira (8), oitavo dias de buscas, policiais civis iriam concentrar a procura em um raio de 10 quilômetros ao entorno de uma antena de celular instalada em Paraibuna, às margens da Rodovia dos Tamoios.

Foi essa antena que captou o sinal de celular de Luciana. Segundo a Polícia Civil, o aparelho dela emitiu sinal até as 22h14 de 1° de janeiro, mais de 30 horas após a decolagem em São Paulo.

A topografia montanhosa da área de buscas e o clima chuvoso dificultam a procura pelo helicóptero, segundo tenente-coronel Emanuel Garioli, comandante do Esquadrão Pelicano da FAB, responsável pelas buscas.

“Normalmente, quando somos acionados em busca, a meteorologia não é favorável. Temos também um relevo montanhoso e a Mata Atlântica densa. Junto com isso, ainda temos uma aeronave pequena e na cor cinza”, disse o oficial em entrevista à CNN.

Segundo ele, ao encontrar uma situação desfavorável durante a rota – como a presença de nuvens –, o piloto, normalmente, não segue em linha reta ao seu destino. “Ele tenta desviar desse tempo ruim”, disse o militar.

Esses possíveis desvios fazem com que a FAB trabalhe em uma área muito grande para fazer as buscas.

DIFICULDADE

Outra dificuldade é que o helicóptero que desapareceu tem a cor cinza, o que prejudica avistá-lo em meio à vegetação.

“O helicóptero é cinza, e se ele tiver debaixo das árvores, uma vegetação espessa, fica muito mais difícil o trabalho visual, por mais que a gente seja treinado para isso e estejamos voando baixo. A operação é como procurar uma agulha no palheiro”, disse o major Joscilênio Fernandes, da Polícia Militar.

Uma das pistas seguidas pelos militares vem da mensagem que Raphael Torres enviou para o filho adolescente na tarde de domingo (31). Ele disse que o tempo estava ruim em Ilhabela e que a aeronave tentaria pousar em Ubatuba.

Familiares de Torres vieram para Paraibuna colaborar com as buscas. Eles estão usando um drone e tentando fazer um percurso de busca diferente do que faz a Polícia Civil, para tentar mapear o maior número de áreas possíveis no menor tempo.

A Polícia Civil também já localizou o local no qual o helicóptero fez um pouso de emergência em Paraibuna, numa área de mata, para depois decolar e desaparecer por completo.