Todas as cidades das regiões metropolitanas do Vale do Paraíba e de Campinas contam com o sinal da tecnologia 5G, a nova geração de internet móvel –100 vezes mais veloz do que o 4G. A informação é da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
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No entanto, nem todos os municípios têm infraestrutura adequada para fornecer o sinal de 5G à população, o que depende de instalação de equipamentos por parte de operadoras e de prefeituras e de mudanças na legislação.
Quantos às leis, segundo o governo estadual, apenas 15 cidades do Vale atualizaram suas legislações, entre elas São José dos Campos, Taubaté e Jacareí.
Nos demais municípios, a mudança será necessária para que as operadoras invistam na infraestrutura do 5G e saibam onde as novas antenas podem ser instaladas.
Isso porque a tecnologia exige um número de equipamentos até 10 vezes maior do que o 4G. Eles têm que estar posicionados nos mais variados espaços, como semáforos e fachadas de imóveis.
Na RM Campinas, apenas cinco cidades atualizaram a legislação, entre elas Artur Nogueira, Cosmópolis e Holambra. Nas outras 15, a chamada “lei das antenas” ainda precisa ser aprovada. Na Câmara de Campinas tramita um projeto de lei complementar sobre o assunto.
“Na hora de priorizar esse avanço do 5G, as empresas vão obviamente levar em consideração os municípios que já estão prontos para essa expansão, o que inclui ter uma legislação atualizada”, disse Thiago Camargo, diretor de Projetos e Inovação da InvestSP.
Agência de promoção de investimentos vinculada ao governo estadual, a InvestSP participou de um encontro, na última terça-feira (12), no PIT (Parque de Inovação Tecnológica) de São José, para acelerar a instalação do 5G no Vale.
DESAFIOS
João Paulo Couto, CEO da Myio, empresa de solução IoT (Internet das Coisas), disse que o 5G vai provocar uma “transformação digital em diversos setores”, com o desenvolvimento da IoT que vai gerar “soluções e oportunidades para o comércio, a indústria, o agronegócio, a educação e outros setores”.
O executivo admite que o 5G enfrenta vários obstáculos relacionados à infraestrutura, que podem afetar a qualidade e a disponibilidade do serviço.
“Há a necessidade de mais antenas que nesta tecnologia ocupa um espaço menor e que, por consequência, demanda um número maior de equipamentos para garantir a cobertura da rede.”
Por outro lado, segundo ele, há também barreiras legais que limitam a instalação de antenas 5G, impondo restrições de altura, distância e potência.
“Esses fatores podem atrasar ou encarecer a implementação do 5G no Brasil, prejudicando o acesso da população ao sinal, especialmente em cidades médias e pequenas, que podem ter menos prioridade na implantação e menor disponibilidade de recursos para a adaptação da infraestrutura. Por isso, é importante que o governo, as operadoras e a sociedade civil busquem soluções conjuntas para superar esses desafios e garantir que o 5G seja uma realidade para todos os brasileiros”, afirmou Couto.