A Justiça bloqueou os bens de um médico do serviço público de Caraguatatuba, que passou quatro anos recebendo salário sem trabalhar. Ele tirou tirou licença-saúde, mas continuou atuando em clínica particular.
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Os bens do servidor foram bloqueados até o limite de R$ 1.095.927,29, após decisão liminar obtida pela Promotoria de Justiça em 12 de dezembro.
Como demonstrado nos autos, o profissional foi afastado por licença-saúde em 2016, com direito à remuneração referente ao cargo, mas continuou trabalhando em sua clínica particular.
Diligências realizadas pela Promotoria de Justiça de Caraguá apontaram que o médico, durante o tempo em que gozou de licença-saúde, sempre esteve apto para o trabalho, realizando atividades físicas, inclusive esquiando, conforme imagens postadas pelo próprio réu em suas redes sociais.
Acionada, a Polícia Federal informou que ele sai com frequência do país e talvez tenha cidadania americana. Ainda segundo o processo, o profissional foi demitido do serviço público recentemente após a instauração de procedimento administrativo.
A Promotoria pede a condenação do réu de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa, com a imposição de sanções como a perda definitiva dos bens acrescentados ilicitamente ao patrimônio, pagamento de multa no mesmo valor e suspensão dos direitos políticos por até 14 anos.