A família da criança, de oito anos, que foi atropelada por uma moto no dia 25 de outubro, na avenida João Rodolfo Castelli, em São José dos Campos, falou sobre os desafios que estão enfrentando após o acidente. O menino precisou ficar internado durante sete dias e agora está fazendo fisioterapia. A família também pede por mais segurança no trecho onde o atropelamento aconteceu.
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Graziele Santos, de 40 anos, é mãe de Antônio. Ela explica que o menino foi atropelado quando atravessava a faixa de pedestre para ir à Fundhas, que fica do outro lado da avenida. O trânsito estava parado para a criança atravessar, mas o motociclista não conseguiu frear a tempo.
“Foi uma tragédia muito grande o que aconteceu com o meu filho. Graças a Deus ele está vivo, mas isso é falta de responsabilidade da prefeitura de não colocar um 'marronzinho' para orientar os motoristas e pedestres. Como aconteceu com o meu filho poderia ter acontecido com qualquer um”, contou.
No dia do acidente, o marido de Graziele estava em casa e ela trabalhando. “Muitas crianças vão sozinhas para escola, como é o caso do meu filho que vai com o primo porque não tem como meu marido levar e eu saio de casa para trabalhar ainda de madrugada”, comentou.
Graziele é faxineira e mãe de outras cinco crianças. Com o marido afastado do trabalho por problemas de saúde, ela conta que a família precisou mudar toda rotina para lidar com as consequências do acidente do filho.
“O Antônio está se recuperando aos poucos. Ele está fazendo fisioterapia três vezes na semana e precisará realizar um outro exame, já que bateu a cabeça muito forte. Toda essa situação abalou muito as nossas vidas. Alguns dos meus serviços foram cancelados e isso me prejudicou totalmente, não só na parte financeira, mas também psicologicamente”, comentou, acrescentando que Antônio também está abalado emocionalmente e que tem Transtorno do Espectro Autista em um nível leve.
“Já fizemos diversos pedidos para prefeitura aumentar a segurança na avenida e nada aconteceu, teve o acidente do meu filho e tudo está do mesmo jeito. Vão esperar alguma criança morrer dessa vez para tomar uma atitude? Graças a Deus, Antônio está vivo, mas ficou sequelas e quem vai arcar com isso? Foi um acidente grave, ele não gosta nem de falar sobre isso, ficou super abalado. Não tem dinheiro que pague pelo trauma que meu filho passou, que eles reconheçam esse erro e tomem uma atitude”, afirmou.
OVALE entrou em contato com a prefeitura para falar sobre a segurança no trecho e em nota o Poder Público informou que as obras de duplicação que estão sendo realizadas na Avenida João Rodolfo Castelli, no Putim, contemplam nova sinalização com pintura de solo e instalação de placas, além de novo sistema semafórico.
"A avenida também possui três radares na entrada da avenida até a UPA, com velocidade máxima regulamentada de 50km/h. O trecho onde ocorreu o acidente conta com faixa de pedestre e sinalização de obras para reforçar a atenção dos motoristas", disse a nota.