11 de julho de 2026
POSIÇÃO

‘Nunca neguei socorro’, diz dona de pet shop sobre cão com a língua cortada em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Imagem de câmera do pet shop mostra a cachorrinha sendo entregue

A proprietária do JK Pet Shop, na Vila Industrial, região leste de São José dos Campos, disse que não se negou a atender a cachorrinha Gamora, levada na loja no sábado (18) para banho e tosa.

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A tutora do animal disse que ela teve a língua cortada no pet shop e registrou um boletim de ocorrência eletrônico.

Nesta segunda-feira (20), Jacqueline Alves, proprietária do pet shop, pagou R$ 142 por uma consulta e remédios para a cachorrinha, além de devolver o valor pago pela tutora com o banho e a tosa (R$ 110). O pagamento total foi de R$ 252.

No entanto, Jacqueline sustenta que não é possível afirmar que a cachorrinha tenha se cortado na loja. Segundo ela, o ferimento pode ser anterior.

“Conversei com a veterinária que atendeu a cachorrinha e ela disse que não é possível afirmar que o ferimento ocorreu no pet shop, neste sábado. Pode ser mais antigo”, afirmou Jacqueline.

REDES SOCIAIS

Ela disse que vem sendo atacada nas redes sociais desde que a história foi revelada pela tutora da cachorrinha, a gerente Priscila Graves, em seu perfil no Instagram.

“Trabalho há 21 anos nessa profissão por amor. Eu gosto do que faço e contrato pessoas que também têm esse carinho. Eu sou muito reconhecida nessa área e somos a pet shop mais bem avaliada do Vale do Paraíba”, disse a proprietária.

Segundo Jacqueline, o tosador e nenhum outro funcionário da loja percebeu qualquer problema na cachorrinha após o banho e a tosa. Também não havia sangue na face do animal, conforme foto enviada pela loja à tutora.

Imagem de câmera de segurança também mostra o momento em que o noivo da tutora recebe a cachorrinha de volta, no balcão do pet shop. Ele faz carinho na face do animal e a leva embora. Pela imagem, não é possível ver sinal de sangue na face da cachorra.

SANGUE

“A língua é uma região com muito sangue. Se ela tivesse sido cortada na loja, teria saído sangue. Conversei com o tosador, que é experiente e dedicado, e ele não percebeu nada. A gente também não viu e nem o noivo da tutora, que veio buscar o cachorro. Ele voltou depois de uns 20 minutos dizendo que ela tinha sido cortada”, disse Jacqueline.

Ela disse que não se negou a prestar atendimento à cachorrinha e indicou três veterinários para a tutora levar o animal. Também se comprometeu a pagar o tratamento e a devolver o dinheiro cobrado pelo banho e a tosa. Mesmo assim, ela disse que vem sofrendo ataques.

“Não entendo o que querem de mim, que feche a loja? Já perdi perdão e paguei a consulta. Que mais vão querer que eu faça?”, questionou a proprietária.

A partir desta terça-feira (21), o boletim de ocorrência eletrônico deve ser analisado por policiais civis de São José, para avaliar se algum inquérito será instalado.