A equipe de traumatologia do Hospital Universitário Tallaght, em Dublin, capital da Irlanda, descartou uma nova amputação na perna direita de João Henrique Thomaz Ferreira, 23 anos.
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Filho do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, o joseense passaria por uma terceira cirurgia na última segunda-feira (13) para adaptar a perna a receber uma futura prótese. Por enquanto, a operação foi descartada e uma nova avaliação será feita em duas semanas.
O cuidado da equipe médica é não cortar a perna de João Henrique mais do que o necessário. Ele já perdeu a parte inferior da perna direita após ter sido atingido por um carro da Garda, a polícia de Dublin. A amputação foi feita na altura do joelho. O caso é investigado e deve virar um processo criminal.
“Os médicos iam decidir com relação a cortar ou não alguns centímetros a mais da perna, se devem aproveitar um pouco da metade do joelho dele para poder aproveitar para a prótese”, disse Anderson em entrevista exclusiva a OVALE.
“Esperamos que dê tudo certo e que ele possa manter essa parte do joelho. Metade do joelho dele mantendo vai ser bom”, afirmou o prefeito.
RECUPERAÇÃO
Segundo Anderson, o filho terá que ficar ao menos seis meses na Irlanda para fazer o tratamento. O pedido foi feito pelos médicos que atendem o joseense. Ele deve ir para a Clínica Nacional de Fisioterapia em Dublin, após ter alta do hospital.
“Os médicos estão orientando para que ele fique por seis meses na Irlanda e não saia antes disso. Saindo do hospital, ele vai para uma clínica de fisioterapia, vai fazer a prótese e os médicos querem que ele faça tudo isso lá na Irlanda.”
Acompanhado pela mãe e primeira-dama de São José, Sheila Thomaz Ferreira, João Henrique vai morar em uma casa que está sendo alugada pela família em Dublin. O local tem melhores condições para recebê-lo durante o tratamento.
“Nesses seis meses ele não vai estar 100% recuperado, mas já vai estar bem estabilizado, aí o restante é exercício e fisioterapia, e ele já vai estar com a prótese”, disse Anderson.
“A Sheila está alugando uma casa lá para os próximos seis meses, pelo menos. A casa do João não é possível de adaptar, porque é um sobrado.”
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