11 de julho de 2026
POLÍCIA

Traficantes do Vale usam adesivos em drogas para diferenciar pureza e facção criminosa

Por Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/ Polícia Civil
Levantamento mostrou que ocorrências de tráfico de drogas, em 2023, cresceram em até 300% em áreas de São José

De acordo com o delegado da DISE/Deic (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes/ Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São José dos Campos, Marcelo Paes, os adesivos com cores e até desenhos animados que são colocados em tabletes e outras embalagens de droga são usados para identificar a facção e também a pureza da substância.

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Segundo Marcelo Paes, os adesivos mais vistos no Vale são cores solidas como preto, azul e amarelo. “Eles usam símbolos da Lacoste, Nike, entre outros, para identificar a facção criminosa e a pureza da droga. Em São José, não tem um padrão desses adesivos. Normalmente elas estão marcadas por cores sólidas. São drogas que vêm do Rio de Janeiro e de São Paulo por sermos uma cidade mais centralizada e de fácil acesso para serra, região litorânea e sul de minas, por exemplo”, disse.

No último mês, um levantamento realizado pelo OVALE, com base nos dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado, mostrou que os números de ocorrências de tráfico de drogas, em 2023, cresceram em até 300% em áreas de São José dos Campos.

Entre janeiro e agosto deste ano, o município registrou 301 ocorrências de tráfico, contra 171 durante o mesmo período em 2022, o aumento no índice foi de 76,02%, muito acima da média da RMVale e do estado, que tiveram, respectivamente, altas de 14,23% e 1,76%.

O índice é considerado pela SSP, um indicador de ‘produtividade policial’. Para o delegado, esses resultados são frutos de uma mudança na metodologia do trabalho da polícia.

“Esse método, que vem sendo feito nos últimos anos, consiste em subir o nível das investigações, não realizando apenas os enfrentamentos nas famosas biqueiras, que são os pontos de venda de varejo, mas usando os recursos tecnológicos policiais para identificar pessoas importantes na hierarquia do tráfico e também os pontos de armazenamento conhecidos como ‘casas bomba’. Subindo o nível das investigações, paramos esses confrontos diretos e damos uma ‘estancagem’ na criminalidade, fazendo grandes apreensões de drogas e combatendo também o produto do crime que é a lavagem de dinheiro”, explica Marcelo.