11 de julho de 2026
INDÚSTRIA

Montadoras do Vale enfrentam desafios para manter emprego e trazer novos carros

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Linha de produção na Volks em Taubaté

As montadoras de veículos do Vale do Paraíba enfrentam desafios para manter o nível de emprego e trazer novos carros para suas linhas de produção.

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Na última semana, a General Motors e a Volkswagen viveram situações quase que opostas, mas dentro do mesmo cenário desafiador.

Em São José dos Campos, após 17 dias de paralisação, os metalúrgicos da GM suspenderam a greve e retornaram ao trabalho na quarta-feira (8).

O movimento protestava contra a demissão de 839 trabalhadores da fábrica, cortes que foram suspensos por decisão judicial. Sindicato e empresa chegaram a um acordo e agora buscarão alternativas para evitar futuras demissões.

Na Volkswagen de Taubaté, os trabalhadores votaram na quinta-feira (9) a extensão de um acordo coletivo na fábrica até 2028.

A proposta prevê a garantia dos empregos na unidade, contratação de 137 funcionários a partir de janeiro de 2024 para a produção de um novo veículo e ainda credencia a planta para receber mais investimentos.

O acréscimo na mão de obra será em função da produção de um novo SUV compacto em Taubaté, previsto para ser lançado no mercado em 2025.

INDÚSTRIAS

Mesmo com os desafios no setor automotivo, as indústrias do Vale tiveram um desempenho melhor neste ano do que em 2022. De acordo com o Caged, o segmento passou de 16% para 18% na participação do saldo de empregos do Vale, um crescimento de 10%.

Na mesma comparação, o setor de serviços, que é o maior empregador do Vale, aumentou a participação em 5%, de 59% para 62%. A construção civil teve, percentualmente, a maior subida, com 195% de alta, de 4,8% para 14% no total dos empregos gerados no Vale.

“É necessário repensar uma política de desenvolvimento local, com uma ação em toda a região metropolitana para discutir novas possibilidades econômicas. Tenho trabalhado acreditando muito na economia criativa como alternativa para esse desenvolvimento local”, disse o economista Edson Trajano, que é professor da Unitau (Universidade de Taubaté).

Ao contrário da RMVale, a RM Campinas reduziu de 14% pata 13% a participação das indústrias no saldo de 35 mil empregos gerados em 2023. O setor de serviços ampliou em 31,7% a presença, de 51% para 67%. A construção civil aumentou a participação de 10% para 12% enquanto o comércio teve uma queda de 23% para 6%.