Uma família de Guaratinguetá está angustiada em busca de notícias de Carlos Alberto de Castro, de 47 anos. O trabalhador de construção, que é pai de três de filhos e avô, saiu de casa em 17 de agosto deste ano e não voltou mais, nem deu notícias de seu paradeiro.
Segundo a esposa Maria Auxiliadora França, de 51 anos, com quem é casado há 13, Carlos deixou um bilhete em que se lê: "Oi Maria, perdoe, desta vez não vou esperar para ver. Fui trabalhar em Santos, um dia volto e pago todo mundo. Desculpa por tudo". Ela encontrou o bilhete ao voltar do trabalho.
As dívidas de Carlos, segundo Maria, são referentes à pensão alimentícia e despesas com mercado. Ele estava desempregado e, na semana em que desapareceu, havia concluído um "bico". No final de agosto, Carlos tinha uma audiência trabalhista, a qual também não compareceu.
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"Ele não levou muita roupa, levou duas camisas, duas calças, a roupa toda está em casa. A identidade está comigo, porque ele perdeu em casa, só tem carteira de trabalho. Já vai fazer três meses. Ele visita o pai doente em Roseira, mas não foi lá mais", contou Maria Auxiliadora.
Histórico
Ainda de acordo com a atual esposa, Carlos já desapareceu uma outra vez, há muitos anos. "A gente teve uma briga, ele sumiu sem deixar bilhete nem nada, voltou do nada depois de um mês, barbudo. Estava numa roça, também não tinha celular. Dessa vez, a gente não brigou, nada".
Rumor
Um homem disse à família que Carlos foi visto recentemente em Caraguatatuba, que ele estaria trabalhando numa firma na cidade, dormindo num alojamento e, aos finais de semana, recolhendo latinhas da praia. A família ainda não pôde confirmar a história.
Nesta sexta-feira (10), um dos filhos de Castro pretende ir ao INSS checar se o pai foi registrado em algum trabalho formal, e assim, poder pesquisar o endereço da empresa e do alojamento em que estaria.
"Já procurei no IML (Instituto Médico Legal, hospitais. Não desejo esse desespero para ninguém. É uma tortura não saber onde a pessoa está, o que está acontecendo com ela. Não fico mais em casa, estou na minha filha, porque em casa imagino ele, fico pensando se está chegando, quando vai chegar. Está mexendo muito com meu psicológico, são 13 anos de convivência, é muito difícil para mim. Ele pode estar mendigando na rua e com vergonha de voltar para casa. Nem que não queira voltar para casa, só queremos pelo menos saber o paradeiro dele, o que aconteceu", desabafou a companheira.