O Vale do Paraíba registrou a segunda maior alta na quantidade de mortes em confronto com as polícias de todo o estado de São Paulo, com um acréscimo de 11% nos óbitos nos nove primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.
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De acordo com os dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), a RMVale registra 10 mortes por resistência de janeiro a setembro de 2023 contra nove em igual período do ano passado.
O aumento percentual no Vale só fica atrás da região de Piracicaba, que registrou 66,6% de alta nas mortes em confronto com as polícias: 15 contra nove.
Na capital, o indicador passou de 129 para 106, uma redução de 18%. Na região de Campinas, o número de mortes em confronto com as polícias caiu 26,6% no mesmo período, de 15 para 11. Já na região de Sorocaba, o indicador caiu 83%, de 18 para 3.
Região mais violenta do estado desde 2010, o Vale também é um dos líderes em mortes em confronto com as polícias. No primeiro semestre deste ano, o aumento do indicador foi de 150% na região: 10 contra quatro.
RMVALE
Oito das 10 mortes registradas como resistência na RMVale ocorreram em confronto com a Polícia Militar em serviço. Dois óbitos foram em confronto com a Polícia Civil – um em serviço e outro durante folga do policial.
No ano passado, oito mortes ocorreram em confronto com a Polícia Militar em serviço e uma com a Polícia Civil em serviço.
O aumento na RMVale ocorre após queda nas mortes em confronto com as polícias no ano passado, quando a região encerrou o ano com 17 mortes por confronto e 32% a menos em comparação com 2021, que teve 25.
O recorde histórico do Vale foi registrado nos anos de 2020 e 2019, quando o Vale acumulou 38 e 30 mortes em confronto com as polícias, respectivamente. As 17 mortes de 2022 foram as mais baixas para a região desde os oito óbitos de 2013.
No ano passado, a redução das mortes em confronto ocorreu após a instalação de câmeras corporais em policiais militares, medida iniciada no começo de 2021 pelo então governador de São Paulo, João Doria.
O equipamento é defendido pela Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo, por entidades de direitos humanos e por especialistas em segurança pública.