11 de julho de 2026
LATROCÍNIO

'Vão pagar pelo que fizeram', diz irmã de professora de São José morta pelo namorado

Por Da Redação | São José dos Campos
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Reprodução
Helena (à esq.) junto à irmã em vídeo postado na internet

'Por que existem pessoas tão cruéis?'
Com esse questionamento, Lurdes Daniela Voltezou desabafou nas redes sociais sobre a morte brutal da irmã a quem chamava de 'mãe', a professora Helena Cristina da Silva André, 48 anos, de São José dos Campos, morta em uma trama que envolve 'amor' e dinheiro. "Por que sofremos? Por que sentimos saudades?", continuou a irmã.

De acordo com a polícia, Helena foi morta a facadas e depois teve o corpo carbonizado em um canavial na Estrada do Tijuco Preto, em Caçapava, no dia 23 de setembro. O crime teria sido perpetrado pelo namorado da vítima e um comparsa.

A professora, que morava na zona norte de São José e era descrita como uma pessoa 'doce' e 'ingênua', havia iniciado um romance após conhecer o namorado via internet. Ela havia vendido um imóvel recentemente e o dinheiro da transação era o alvo dos criminosos.

"Minha irmã não tinha dinheiro! O pouco que tinha era do seu esforços diários. E por ter uma pequena quantia, ela foi vítima de um ser sem alma, sem vida. E pelo dinheiro ela se foi! Dinheiro, uma coisa que não nós faz bem. Pelo dinheiro muitos inocente se vão. Ela apenas foi mais uma vítima. Mais uma vítima que não pode mais voltar para casa", desabafou a irmã da professora.

Os dois suspeitos foram presos pela Polícia Civil na terça-feira (17), em operações realizadas no Conjunto 31 de Março, em São José, e no Rio Comprido, em Jacareí. O namorado da vítima confessou o crime e disse que o comparsa, que nega envolvimento, foi o responsável pela execução de Helena.

A família ficou aliviada com a prisão dos suspeitos. "Minha irmã, aqui fica o alívio de que eles irão pagar pelo que fizeram. E a dor de não termos mais os nossos momentos", afirmou Daniela.

O namorado da professora tinha dois mandados de prisão abertos por estelionato e o comparsa tem passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Eles vão responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

O CASO.

A professora foi encontrada carbonizada no bairro Tijuco Preto, zona rural de Caçapava, na tarde do dia 23 de setembro, por volta das 13h. A reportagem esteve no local no dia do crime e constatou junto aos peritos que havia sangue fresco, indicando que antes de ser carbonizada, a mulher havia sido assassinada. A perícia suspeita que a vítima também estivesse com as mãos amarradas.

A professora, natural de Três Rios (RJ), era da Escola da Tecelagem e morava na zona norte de São José. O corpo, encontrado carbonizado, foi reconhecido três dias depois. Para a família, a professora era uma "mãe".