“A prioridade de uso do estádio é total do São José”, foi o que garantiu o diretor-executivo da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) Bruno Cazarine. Na tarde desta segunda-feira (16) foi oficialmente assinado o contrato de concessão entre a Urbam (Urbanizadora Municipal) e a Gros Participações Ltda, empresa por trás do futebol da Águia do Vale.
Bruno, que é também filho de Oscar Constantino, CEO da Oscar Calçados, fez questão de ressaltar ainda que o estádio “não é do São José”, mas que a estrutura será sempre alinhada e deixada nas melhores condições para o uso do clube.
“O estádio não é do São José, né? É uma concessão da Urbam com a Gros. São coisas que estão juntas, sim, mas de certa forma nós temos que avaliar de forma separada. O São José terá benefício total, principalmente de datas. Nosso objetivo é facilitar em tudo para o clube”, disse Cazarine.
O diretor-executivo ainda analisou a possibilidade de ser cobrar algum tipo de ‘aluguel’ de outras equipes que queiram usar o Martins Pereira como praça esportiva. O caso citado pela reportagem foi o do Atlético Joseense, outra equipe da cidade e que também faz uso do estádio. “A Gros sempre irá avaliar e ver o que é melhor para o São José. Quem tiver interesse será bem recebido, terá o diálogo, mas no fim do dia a prioridade é a Águia do Vale”, destacou.
Por fim, ele ainda ressaltou que toda a SAF entende, desde já, que o estádio não se tornará ‘sustentável financeiramente’, termo usado pelo diretor-executivo, apenas com a prática do futebol. Por isso, outras atividades também serão debatidas.
“Sabemos que no fim do dia o estádio não é sustentável apenas pelo futebol. Teremos outras fontes de receita. A Gros poderá explorar todo o espaço comercialmente, e é dessa forma que vamos querer transformar o estádio em um ponto de entretenimento para além do futebol”, concluiu.