11 de julho de 2026
SÃO JOSÉ

'Só segui o GPS': motorista diz que foi bloqueado de app após jovem se atirar do carro

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Motorista afirma que apenas seguiu o caminho indicado pelo GPS

"Eu só segui o GPS".
A afirmação foi feita pelo motorista de aplicativo que guiava o carro quando uma estudante de Biomedicina de 20 anos pulou do veículo em movimento, durante a viagem, na altura da Via Dutra, em São José dos Campos. Ele afirmou que está 'desesperado' e com 'medo'.

"A menina teve um surto pelo simples fato de ela achar que eu tinha que entrar em uma via e não eu eu não ter entrado, porque eu estava seguindo o GPS", disse ele à reportagem.

O motorista afirma que foi bloqueado pelo aplicativo e que deseja provar que não é nem sequestrador, estuprador ou gordofóbico, como foi chamado. Ele próprio procurou a polícia, na tentativa de esclarecer o caso.

"As pessoas estão me taxando de sequestrador e até de estuprador. Estou impossibilitado de trabalhar, estou bloqueado pelo app", afirmou.

A história teve início quando o motorista aceitou uma corrida com partida da Faculdade anhembi-Morumbi até o Novo Horizonte, na zona leste. Ele havia dito à passageira que estava com pouco combustível e ia parar para abastecer.

Na Vila Industrial, na avenida JK, o combustível acabou em frente a um posto e o motorista abasteceu R$ 40 de etanol. Depois, seguiu viagem. Ao passar por uma rotatória, o GPS o orientou a pegar a segunda entrada, seguindo na direção da Via Dutra, no sentido Santa Inês/Pararangaba.

Neste momento, a passageira teria dito que a entrada correta havia ficado para trás.
“Quando eu fui explicar para ela que estava seguindo o GPS, eu não tive nem tempo. Ela abriu a porta do carro e só olhei para o lado e falei: ‘não moça! não moça!’ Nessa, eu fui e joguei para o acostamento e reduzi a velocidade e falei: ‘não moça!’ e ela se jogou e eu parei o carro. Desci e vi ela caída. Fui até ela e ela se levantou e começou a correr no fluxo contrário. Ali vinha o pessoal da romaria e ela se sentiu mais acolhida e comecei a perguntar para ela porque ela fez isso e ela não respondeu nada, só me olhava”.

O motorista de aplicativo ainda contou que um casal em um veículo vinha atrás e lhe contou que havia visto tudo e prometeu que lhe daria todo o suporte. Ele, no entanto, pediu para que o casal ajudasse a moça que estava ferida.

POLÍCIA.

O condutor informou também que ligou para a polícia para obter orientações e se dirigiu para a delegacia da área, o 6º DP (Distrito Policial), que estava fechado. Novamente, em contato com a polícia, foi informado de que deveria se dirigir a CPJ (Central de Polícia Judiciária), no Jardim Satélite, na qual compareceu no dia seguinte. Lá foi informado que a delegacia só atende flagrante.

Tentando registrar a ocorrência, ele voltou a procurar a delegacia no dia subsequente, mas também não conseguiu fazer o registro do que aconteceu. Ele está desesperado e com medo.

“Eu estou sendo taxado de suposto sequestrador e não fiz nada. Já fui na Uber, procurei três delegacias, não consegui registrar a ocorrência e o delegado pegou meu telefone e disse que no momento oportuno eu serei ouvido. Essa menina teve um surto pelo simples fato de ela achar que eu tinha que entrar em uma via e não eu eu não ter entrado, porque eu estava seguindo o GPS”, frisou o motorista à reportagem.