O novo bairro que será construído no conhecido ‘Terreno das Vaquinhas’, no Jardim Aquarius, na região oeste de São José dos Campos, poderá ter até 50 prédios e abrigar mais de 22 mil pessoas.
Segundo Fabiano De Marco, empreendedor e sócio da Idealiza Cidades, loteadora especializada em bairros planejados e que foi contratada para fazer o projeto e a obra no ‘Terreno das Vaquinhas’, o empreendimento irá respeitar a lei de zoneamento de São José dos Campos.
Ele explicou que o novo bairro terá três tipos de construção: casas de até dois pavimentos, prédios menores (até cinco andares) e prédios maiores (segundo a lei de São José, podendo chegar a 42 andares).
O projeto tem como referência uma praça que terá 42,7 mil m² -- a maior praça de São José, a Ulisses Guimarães, também no Aquarius, tem 38 mil m². O novo bairro terá entrada na altura da avenida Salmão e saída próximo à Arena Municipal, na Via Oeste.
Ao entorno desta futura praça, segundo De Marco, há lotes que fazem frente para o condomínio Sunset Park e perto do Alvorada, que terão edificações mais baixas.
Serão 20 lotes para receber prédios menores, de no máximo cinco andares. O número de pavimentos será definido na aprovação final pela Prefeitura de São José dos Campos.
PRÉDIOS ALTOS
No entorno da praça, o projeto prevê construir edifícios mais altos – que podem chegar a 42 andares, de acordo com as regras de zoneamento da cidade, mas o número de pavimentos também será definido na aprovação final.
Segundo De Marco, são 30 lotes para edifícios maiores. Já na parte de trás do condomínio Sunset Park, o projeto prevê a construção de casas de até dois pavimentos (sobrados). São 150 lotes para essas moradias.
Levando-se em conta a média de quatro pessoas por moradia e de quatro apartamentos por andar – números que ainda não estão definidos no projeto –, todo o novo bairro no ‘Terreno das Vaquinhas’ poderá receber mais de 22 mil pessoas.
O empreendimento foi previamente aprovado pela Prefeitura de São José dos Campos e aguarda avaliação do Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
CRÍTICAS
O projeto vem sendo criticado por ambientalistas de São José dos Campos, como o ativista, professor e poeta José Moraes, que chamou o empreendimento de “estapafúrdio”.
“Trata-se de uma calamidade, uma aberração. Imagine a quantidade de automóveis que circulará no seu entorno e o quão a qualidade do ar ficará comprometida, sem contar com mais uma ilha de calor e a muralha de concreto que impedirá a passagem dos ventos para o Aquarius”, afirmou Moraes.
“Eis aí mais um Leviatã urbano a serviço do mercado imobiliário com o acumpliciamento da prefeitura. Resistamos e prossigamos. A cidade muda não muda.”
OUTRO LADO
Sobre as críticas, De Marco disse que elas são mais direcionadas ao zoneamento da cidade do que ao projeto, que vai fazer aquilo que a legislação permitir para a localidade.
“Há os interesses da cidade e os interesses das pessoas. As críticas são mais à lei que a cidade aprovou do que ao projeto”, afirmou.
Segundo De Marco, o lançamento do empreendimento depende da aprovação final, que, segundo a prefeitura, deve ocorrer até o começo de 2024.